Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Ricardo Darín, agora na comédia

CORRESPONDENTE

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2011 | 00h00

BUENOS AIRES O ator argentino Ricardo Darín é o protagonista de uma comédia que estreará nos cinemas portenhos nesta quinta-feira. Um Conto Chinês, dirigido por Sebastián Borenstein, trata da história de um rabugento dono de uma casa de ferragens que inesperadamente precisa ajudar um chinês que foi jogado de um carro e não fala uma palavra em espanhol.

Em entrevista ao Estado, Darín declara-se um enfático admirador do cinema brasileiro, analisa a dificuldade de realizar comédias e declara seu desejo de dirigir.

Depois de anos de drama e suspense, uma comédia. Em qual gênero se sente mais à vontade?

Não existe trabalho algum que seja verdadeiramente fácil. Existem gêneros mais gratificantes do que outros. A comédia, não sei por que, não confere tanto prestígio para o ator. Mas talvez seja o gênero mais difícil de fazer. No caso desse filme, é um humor que surge de situações que não necessariamente precisam ser engraçadas. É um estilo de humor de que gosto muito.

A crítica costuma ser mais impiedosa com a comédia do que com o drama?

Claro. Lamentavelmente, as comédias não possuem prestígio entre os críticos. E a boa comédia é algo muito difícil de se fazer.

A Argentina faz boas comédias?

Sim, mas são comédias de características sociais. E, como em Um Conto Chinês, têm como pilares acontecimentos dolorosos. Mas isso mostra que uma comédia, para ser eficaz, não precisa ser "leve".

Já recebeu propostas para filmar no Brasil?

Tenho três propostas, duas delas muito interessantes. E ainda há um convite de Walter Salles, embora não seja para filmar no Brasil. Mas ainda estamos avaliando todos esses projetos. Acho o Brasil um país muitíssimo interessante e admiro o cinema brasileiro.

Você codirigiu o filme noir policial O Sinal, em 2007. Pretende dirigir um filme sozinho?

Sim, mas é um assunto que vou encarar com muita cautela, com muita prudência. Vou dirigir um filme sozinho apenas no dia em que eu tiver nas mãos uma boa e suculenta história.

E essa história já apareceu?

Não... por enquanto não.

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