Rica amabis

Paulistano de 37 anos, faz trilha de animação que tem Camila Pitanga, Selton Mello e Rodrigo Santoro; além do novo de Karim Aïnouz e disco com o 3 na massa

Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2011 | 00h00

Você já trabalhou em trilhas nacionais como O Invasor, Besouro, recentemente Bruna Surfistinha, e séries de TV, como Alice e Cidade dos Homens. Em quais projetos está trabalhando agora para cinema?

Com o Pupillo e o Tejo, estou fazendo a trilha para uma animação, com roteiro do Luiz Bolognesi, com vozes da Camila Pitanga, Selton Mello e Rodrigo Santoro. Deve chamar-se Lutas e terá quatro capítulos contando a história do Brasil. Além dele, estou trabalhando em um filme do Karim Aïnouz, com título provisório de Violeta, baseado na música Olhos nos Olhos, do Chico Buarque. Tem também um longa do Raphael Geyer Aguinaga, rodado na Argentina, que se passa num asilo. Vou receber o filme em breve pra começar a trabalhar. Filme você tem diretor, roteirista, montador... É bem diferente de um disco, em que o trabalho é totalmente livre e autoral. O bom de trabalhar com cinema é essa troca com um monte de gente, você aprende bastante.

E em relação ao 3 na Massa? Em 2008 vocês lançaram o Confraria das Sedutoras, reunindo compositores para escreverem temas com eu-lírico feminino para serem interpretados por cantoras. Quando sai o próximo? E desta vez terá autores e intérpretes que não estiveram no primeiro?

Deve sair no segundo semestre. Desta vez tem Criolo, Lucas Santtana, Gui Amabis, Otto e Arnaldo Antunes. Das cantoras, além de algumas que já tinham gravado, tem Tulipa Ruiz, Bárbara Eugênia, Camila Pitanga, que cantou muito bem a música do Lucas Santtana e Karina Buhr. No instrumental vai ser a mesma turma, além de Régis Damasceno, Edgard Scandurra, Rob Mazurek, Vitor Araújo e Junior Boca, que estava nos shows, mas não tinha gravado.

Fora esses trabalhos, sobra tempo para outros projetos?

A gente está fazendo uma série da HBO, chamada FDP, com a Katia Lund, Caito Ortiz e Johnny Araújo. E tem o "eterno" disco do Instituto. Quando dá uma brecha, a gente mexe nisso. Já tem umas sete músicas, com composições minhas, do Tejo, do Ganja (Daniel Ganjaman), Curumim. Tulipa, Bárbara e Céu devem participar. O Jorge du Peixe fez duas que ficaram bem bacanas. A ideia é trabalhar com música sempre. Seja em discos, séries, filmes ou shows. Não tem uma carreira muito definida.

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