Restaurantes servem beaujolais à brasileira

Recebido simultaneamente em quase 200 países, na terceira quinta-feira de novembro, o beaujolais noveau era, até o momento, o único vinho lançado com hora marcada. A vinícola Dal Pizzol, localizada no Rio Grande do Sul, quer repitir a festa, mas à brasileira. A partir deste ano, o Gamay Beaujolais Primeur Dal Pizzol chegará com exclusividade nas principais capitais do País sempre na primeira sexta-feira de maio. Portanto, hoje, um seleto grupo de restaurantes passa a servir a bebida produzida sob os mesmos moldes do vinho francês. Elaborado 100% com a pequena uva gamay, o beaujolais nouveau adquire características peculiares por causa do curto tempo de maceração. Bebida jovem, leve, com componentes frutados e aroma de frutos vermelhos maduros, o beaujolais não tem a pretensão de ser um vinho de excelência. Ao contrário. Sua proposta é simples: ser uma opção de bebida ´alegre´, informal e adequada ao clima tropical. Foi com essa filosofia que o viticultor Antonio Dal Pizzol resolveu apostar na produção do beaujolais, em 1984. "Esse vinho é ideal para o consumidor comum. De preço acessível, ele pode ser refrescado e tomado entre 6 e 14 graus", explica. Segundo o dono da vinícola, o Gamay Beaujolais ocupa uma área de 30 hectares, onde são elaborados vinhos de vinificação tradicional. "A colheita deste ano ocorreu num ótimo momento de maturação, proporcionando às uvas bom teor de açúcar e acidez equilibrada", afirma. "Os sabores predominantes do beaujolais desta safra (36 mil garrafas) são de banana e pêra." À mesa, ele acompanha bem queijos, frutas, carnes brancas, massas com molhos suaves e sanduíches. Ainda há quem diga que ele vai bem até com o típico churrasco gaúcho. Durante as duas próximas semanas, o Gamay Beaujolais Primeur Dal Pizzol será servido com exclusividade por alguns restaurantes da cidade, que aproveitam para brindar a safra com pratos especiais. No italiano Tartari´s, por exemplo, os clientes que optarem pelo bacalhau à vicentina (R$ 14,50) ou pelos mexilhões fumegantes (R$ 11,80) ganham uma taça do vinho como cortesia. Na casa, a garrafa sai a R$ 24,00. Sob o comando da cozinha do Roanne, o chef francês Emmanuel Bassoleil garante o brinde de quem optar pelo menu executivo no almoço (R$ 38,00), com entrada, prato principal e sobremesa. Localizado em Moema, o Café Principal faz o inverso. Quem pedir uma taça do beaujolais (R$ 4,00) ganha uma porção de bruschetta com tomate seco e manjericão (R$ 8,70). Charmoso restaurante de Danielle Dahoui, o Ruella sugere para acompanhar a bebida o magret de canard com maçãs carameladas e batatas fritas (R$ 26,90). No Ruella, a garrafa do vinho custa R$ 20,00. Outras opções agradáveis para desfrutar a bebida fresquinha são os restaurantes Aquarelle, Bistrô, Tartufai e Café Journal. "O beaujolais não precisa ser consumido em três meses, mas deve ser tomado em seu ano", orienta Dal Pizzol. Confira os endereçosAquarelle - Rua Sena Madureira, 1.355, 5574-1100 Bistrô - Rua da Consolação, 222, 258-2758Café Journal - Alameda dos Anapurus, 1.121, 5055-9454 Café Principal - Rua Ministro Gabriel de Resende Passos, 377, 5051-4593Dal Pizzol - Bento Gonçalves, (54) 452-2055 Roanne - Rua Henrique Martins, 631, 3887-4516 Ruella. Rua João Cachoeira, 1.507, 3842-7177 Tartari´s - Rua Paes de Araújo, 147, 3079-0444 Tartufai - Rua Coropés, 51, 3031-6987

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