Remake traz Carolina Dieckmann em "Sinhá Moça"

Uma sinhazinha loira, de olhos verdes, bem diferente de Lucélia Santos, que estrelou a primeira versão de Sinhá Moça (1986). Carolina Dieckmann foi a escolha do diretor Ricardo Waddington e do autor Benedito Ruy Barbosa para o remake da novela, que substitui Alma Gêmea no horário das 6. A trama de Walcyr Carrasco, aliás, prevista para terminar em fevereiro, deve ser esticada - a estréia de Sinhá Moça está prevista para março de 2006. A produção começa dia 1º e as gravações, em janeiro, na fazenda do Bananal, no Rio. O papel de Carolina inicialmente seria ocupado por Vanessa Giácomo, que protagonizou Cabocla (2004). Carolina acabou sendo a opção por ter a mesma "idade e temperamento", diz o diretor Ricardo Waddington. "Ela é perfeita para o papel." Sobre a diferença entre ela e Lucélia Santos, Waddington diz: "A Lucélia Santos é que não tinha nada a ver com a sinhazinha", brinca. "Tinha muito mais de escrava Isaura." Waddington assistiu à primeira versão, dirigida por Reynaldo Boury e Jayme Monjardim, e diz que a grande diferença quem vai fazer é o elenco. "O texto é bem moderno", comenta o diretor. Na sinopse já escrita originalmente por Benedito Ruy Barbosa, Sinhá Moça é filha de um coronel escravocrata, Barão de Araruna. Ela se apaixona pelo dr. Rodolfo, abolicionista. Seu pai vai reprovar a relação. Para apimentar a história, o coronel tem um filho com uma escrava. Os atores que interpretam esses personagens não foram escolhidos. A trama de época - Sinhá Moça se passa no século 19 - faz parte da receita do horário das 6 da Globo, com temas mais leves e românticos. A decisão de espichar Alma Gêmea foi aproveitar seu ibope, que atinge hoje 32 pontos.

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