Remake de "A Escrava Isaura" estréia hoje na Record

A nova versão para televisão da história de Isaura, a escrava branca, de bom coração, bela, batalhadora, que sofre o diabo nas mãos de Leôncio vai ao ar a partir de hoje, às 18h45, na Record. Bianca Rinaldi fará o papel-título, que foi de Lucélia Santos da Globo. Embora a emissora, elenco e diretores de A Escrava Isaura insistirem que esta é uma nova versão, baseada unicamente no romance original de Bernardo Guimarães, são várias as semelhanças com o folhetim feito por Gilberto Braga para a Globo em 1976. A começar pelo diretor-geral, que é o mesmo: Herval Rossano. A nova novela da Record estréia com frente de 32 capítulos, de um total de 140. "Temos outros recursos técnicos além de estarmos livres da censura, que em 1976 podou muitas cenas", conta Rossano, que terá gravuras de Debret na abertura (como na versão de 76) e o mesmo tema musical - lerê-lerê, lerê-lerê, lerê..., de Dorival Caymmi e Jorge Amado (Retirante), estará de volta como música de fundo."Teremos novos personagens e alguns desfechos diferentes", garante Tiago Santiago, que assina o folhetim ao lado de Anamaria Nunes. Este é o seu primeiro trabalho como autor principal - colaborou em Vamp, Olho no Olho, Malhação, Uga-Uga, Kubanakan, O Quinto dos Infernos e coordenou o Você Decide. Tomásia (Mayara Magri), que derrubará o vilão Leôncio (Leopoldo Pacheco), é uma novidade. Rosa (Patrícia França) não será mais a filha bastarda da família do coronel Sebastião Cunha (Paulo Figueiredo). Malvina (Maria Ribeiro) não morrerá na trama, mas o comendador Almeida (Rubens de Falco, que fez o Leôncio em 76), sim. "Meu trabalho melhorou muito em 30 anos", ressalta Rossano.O drama da escrava branca começa quando Isaura perde a mãe, que era escrava na fazenda do comendador Almeida, logo quando nasce. É criada por Gertrudes (Norma Blum) e por Almeida. Os dois morrem, mas Almeida deixa uma carta de alforria para Isaura. Leôncio, o filho do casal, é apaixonado por Isaura e se recusa a dar a liberdade a ela. Antes de ser assassinado, vai infernizar a vida dela e dos negros. O enredo, conhecido em mais de 100 países graças à venda da novela para o mundo, retrata a escravidão no Brasil no século 19.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2004 | 16h16

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