Relatório do 11/9 é indicado a prêmio nos EUA

O que deveria ser um documento frio e impenetrável do governo norte-americano, o relatório final da Comissão do 11 de setembro, foi indicado como finalista do Prêmio Nacional do Livro, nos Estados Unidos. O relatório da comissão está entre os cinco finalistas da categoria de não-ficção junto com Arc of Justice: A Sagaof Race, Civil Rights, and Murder in the Jazz Age, de Kevin Boyle; Washington´s Crossing, de David Hackett Fischer; Life onthe Outside: The Prison Odyssey of Elaine Bartlett, de Jennifer Gonnerman; Will in the World: How Shakespeare BecameShakespeare, de StephenGreenblatt. A edição autorizada publicada pela editora W.W. Norton tem sido exaltada como uma influente narrativa e ficou na lista dos mais vendidos, com mais de 1,5 milhão de livros impressos. Thomas Kean, presidente da comissão do 11 de setembro, disse que a comissão esteve sempre determinada a fazer um trabalho claro. "Desde o começo, foi nossa tarefa nos dirigirmos ao povo americano com seriedade, e não se pode falar com o povo americano com uma linguagem nem chula e nem difícil", disse Kean à AP.O relatório concluiu que os Estados Unidos falharam em evitar os ataques terroristas em 11 de setembro de 2001. Relatórios do governo tradicionalmente são considerados sem graça e ilegíveis, então a indicação do livro não é comum, mas não única. Em 1973, um relatório sobre uma rebelião na prisão de Attica foi indicado, mas não venceu. Outra surpresa foi a não indicação de dois grandes nomes: Philip Roth, cujo livro The Plot Against America foi bem recebido pela crítica; e Bob Dylan, cujo primeiro volume de sua autobiografia Chronicles também foi elogiado. A lista completa dos indicados nas outras categorias pode ser vista no site da Fundação Nacional do Livro. Os vencedores serão anunciados em 17 de novembro, em Nova York. Cada um ganhará um prêmio de US$ 10 mil, mais um troféu de bronze. Finalistas levam uma medalha de bronze e US$ 1 mil.

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