Relação médico-paciente é tema de 'Augustine'

Vincent Lindon gosta de dizer que, como ator, é uma espécie de ladrão. O que ele mais gosta de fazer na vida é observar as pessoas - em cafés, restaurantes, na rua. Sorrateiramente, sem que elas percebam, ele vai se apropriando de gestos que transforma em ferramentas para seu ofício. E não importa o personagem nem o filme. Pode ser o professor Jean-Martin Charcot de Augustine, de Alice Winocour, que estreia nesta sexta-feira, 28.

LUIZ CARLOS MERTEN, Agência Estado

28 de junho de 2013 | 12h23

Você não precisa ser ligado em psicanálise, mas Augustine narra os primórdios da investigação do inconsciente. Remete a um mestre do próprio Sigmund Freud - Charcot. Você pode pensar que, neste caso, Vincent Lindon talvez tenha aberto uma exceção. Como se trata de um personagem real, e de uma figura importante na história do pensamento, ele, quem sabe?, talvez tenha feito alguma pesquisa? "Nãããoooo. Baseei-me no roteiro e criei meu Charcot como qualquer outro. Para mim, ele é um burguês. Tudo o que precisava era de sua casaca. A maneira como uso a casaca, como a abro ou fecho, é só disso que preciso."

Lindon contou isso ao repórter em Paris, durante os encontros do cinema francês promovidos pela Unifrance, logo após o Festival de Cannes, em maio. E, logo depois dele, o repórter falou com a diretora. Alice Winocour, pelo contrário, fez uma extensa pesquisa sobre Charcot. Mas, como ela conta, "documentei-me para poder exercitar minha liberdade. Não fiz um documentário mas uma ficção. Por mais documentado que tenha sido, o filme é meu exercício de liberdade."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
cinemaAugustine

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.