Reina Sofia inaugura salas do arquiteto Jean Nouvel

O Museu Reina Sofia, no qual está o famoso Guernica de Picasso, inaugurou hoje suas novas salas desenhadas pelo arquiteto francês Jean Nouvel, o mesmo que assinou o polêmico projeto de uma filial do Museu Guggenheim no Rio de Janeiro.O Reina Sofia reúne a coleção de arte contemporânea mais importante da Espanha. A rainha Sofia, acompanhada por Nouvel, pela ministra da Cultura espanhola, Carmen Calvo, e pela diretora do museu, Ana Martínez de Aguilar, foi a encarregada de inaugurar hoje a ampliação das instalações desse centro de arte. À construção original do arquiteto italiano Francesco Sabatini, do século 18, somam-se, a partir de hoje, três novos edifícios anexos que dispõem de salas de exposições, auditório e biblioteca, e que criam, entre eles, uma praça. O projeto de Nouvel aumenta a qualidade e a quantidade dos serviços que o museu pode oferecer, como as duas novas salas de exposições temporárias de 2.251 metros quadrados. No que diz respeito ao edifício do Auditório, ele dispõe agora de uma sala com capacidade para 500 pessoas e outra com 200 poltronas. Por último, no extremo mais próximo à popular Praça madrilena do Imperador Carlos V, o público gozará de um espaço arquitetônico singular: a grande biblioteca de arte e humanidades, uma das mais importantes da Europa quanto ao número de volumes. A Biblioteca conta com 100 postos de leitura e armazéns de reserva capazes de reunir até 250 mil volumes. Neste edifício, também fica a livraria, especializada em arte do século 20 e 21 e em humanidades. Ao apresentar seu projeto, Nouvel insistiu em dizer que, frente à proteção lógica que o imóvel construído por Sabatini dá à coleção permanente, sua ampliação cria espaços abertos. "O museu de hoje em dia é um lugar no qual se tenta fazer com que as pessoas compartilhem sensações e emoções. Os novos edifícios, com uma estética do início do século 21, testemunho da época atual, assumem uma arquitetura relacionada a uma capital de beleza". Nouvel reconheceu que sua obra não satisfaz todos e que alguns criticaram o que classificam como uma "ruptura", no entanto, ele pensa o contrário. O grande projeto do Reina Sofia, após quase quatro anos de obras, teve um investimento de cerca de 90 milhões de euros e permitirá reordenar a coleção assim como quer sua atual diretora, Ana Martínez de Aguilar.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2005 | 12h20

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.