Carolina Antunes/PR/
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Regina Duarte na Secretaria de Cultura: veja a repercussão

Depois de uma fase de testes, a atriz aceitou o convite de Jair Bolsonaro e será a quarta pessoa a assumir a pasta no governo

Guilherme Sobota, Maria Fernanda Rodrigues e Renato Vieira, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2020 | 18h13
Atualizado 30 de janeiro de 2020 | 12h10

A atriz Regina Duarte disse o esperado "sim" para o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 29, e aceitou assumir a Secretaria Especial de Cultura.

O Estado recolheu depoimentos de profissionais da cultura e de entidades da área sobre a nova escolha do governo para a Cultura, a pedidos e também nas redes sociais. Regina será a quarta secretária da área no governo de Bolsonaro.

Veja a repercussão:

  • Flora Gil, empresária e produtora

"Espero que ela consiga realizar o que ela pensa em fazer e que o que ela pretende realizar seja algo esperado pela sociedade e universo cultural. "

  • Sérgio Sá Leitão, secretário da Cultura do Estado de São Paulo:

"Fico feliz com a notícia. Há muito por fazer. Regina conhece a área e está entusiasmada."

  • Alê Youssef, secretário de Cultura de São Paulo

"Espero que Regina Duarte consiga reverter a criminalização do artista e o flerte com o obscurantismo. O Brasil precisa de uma política que valorize a cultura como identidade nacional e expressão da democracia, e que a inclua no eixo central de desenvolvimento econômico e social do País."

  • Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados:

"É bom para o Brasil Regina Duarte ajudar o governo. (Sobre o caso Alvim): É inaceitável valorizar o nazismo, parabenizo o presidente pela rápida decisão. Alvim ou é autoritário ou é louco." 

  • Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura:

"Não tenho expectativas positivas."

  • Marcos da Veiga Pereira, Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL):

“A indústria editorial torce para que a nova Secretária Especial de Cultura tenha um olhar atento para o livro e a leitura, como contribuições fundamentais para a construção da cidadania brasileira. É fundamental o apoio a eventos literários, projetos de incentivo à leitura, revitalização de bibliotecas e que seja retomada a discussão sobre as práticas do mercado, no sentido de desenvolver um varejo mais saudável.”

  • Vitor Tavares, Presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL):

"Espero que a secretária Regina Duarte seja uma voz de conciliação para o setor da cultura, que é tão estratégico para o país. Que ela possa, com sua experiência e sua trajetória, contribuir para o resgate do valor da cultura e em especial do livro, que é um bem cultural fundamental e um dos principais instrumentos de democratização."

  • Pena Schmidt, produtor musical:

"Eu espero que Regina Duarte nomeie alguém para cuidar da música. Se ela fizer isso, já vai ser um avanço."

  • Ricardo Lísias, escritor:

"Para mim, é uma nomeação bastante coerente com o plano do governo: uma figura com muita visibilidade e disposta a fazer a arte ficar a serviço de ideias extremistas ou meramente toscas, como o tal marxismo cultural. É bem mais adequada do que Roberto Alvim, já que a viúva Porcina fala as maiores barbaridades rindo, o que pode passar a imagem de leveza, que de perto ela não tem. Lamento que artistas achem possível dialogar com ela ou mesmo com qualquer um desse governo."

  • Luiz Carlos Barreto, cineasta:

"Quer dizer que casou? Eu desejo a ela uma boa lua de mel e um bom desempenho nesse casamento."

  • Charles Möeller, produtor de musicais:

"Acho que a retirada do Roberto Alvim foi providencial e espero de coração que a Regina seja uma voz forte, presente e pulsante e que possa ter uma coexistência com todas as vertentes da cultura. Quero muito que dê certo. Precisamos começar a torcer para dar certo, e não fazer de tudo pra dar errado. Todos perdem. Mas nós, os artistas, certamente mais . E a população sem cultura fica sem legado."

  • Raquel Menezes, ex-presidente da Liga das Editoras Independentes (Libre):

"Regina Duarte vem dando declarações conservadoras  e condizentes com a agenda do atual governo. Certamente não há de se fantasiar de Goebbels, mas, infelizmente, tampouco espero que se inspire em Malu Mulher. Em suma, não é a cabeça intelectualmente preparada para lidar com a diversidade de que a Cultura precisa."

  • Deborah Colker, bailarina e coreógrafa:

"Desejo que a Regina siga os princípios da Arte e da Cultura: liberdade, criatividade, diversidade e profissionalismo. Que ela consiga pacificar o nosso País. A Regina tem uma linda carreira e uma estrada  construída com muito esforço e dignidade. Desejo a ela muito Axé, luz e força para lidar com a política."

  • Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo:

 


 

  • Carla Zambelli, deputada federal (sem partido-SP):

 


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