Angelina Jolie no Memorial do Genocídio de Srebrenica, na Bósnia, em março de 2014 - atriz tem histórico de luta por direitos humanos. Foto: REUTERS/Dado Ruvic
Angelina Jolie no Memorial do Genocídio de Srebrenica, na Bósnia, em março de 2014 - atriz tem histórico de luta por direitos humanos. Foto: REUTERS/Dado Ruvic

Refugiados de guerra são diferentes dos que fogem da pobreza, diz Angelina Jolie

Atriz publicou editorial no jornal 'The Times', de Londres

REUTERS

08 Setembro 2015 | 11h42

LONDRES - No momento em que milhares de pessoas desesperadas rumam à Europa em busca de refúgio, é preciso fazer uma distinção entre os que fogem da pobreza extrema e os que fogem da guerra, escreveu a atriz e ativista de direitos humanos Angelina Jolie em um editorial nesta segunda-feira, 7.

Os refugiados em fuga de conflitos têm necessidade imediata de serem salvos da perseguição e do perigo, e um monitoramento eficaz pode lhes proporcionar a devida proteção, escreveram a artista e enviada especial do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados e Arminka Helic, ex-refugiada bósnia e integrante da Câmara Alta do parlamento britânico.

Recentemente centenas de milhares de pessoas fizeram viagens arriscadas para escapar de guerras no Oriente Médio, especialmente a guerra civil de mais de quatro anos na Síria, além dos conflitos e da pobreza na África e na Ásia, e não há consenso entre as nações europeias sobre como lidar com esse influxo.

“Devemos estar conscientes da distinção entre imigrantes econômicos, que estão tentando escapar da pobreza extrema, e refugiados que estão fugindo de uma ameaça imediata às suas vidas”, argumentaram Jolie e Helic no editorial publicado no jornal The Times, em Londres.

Em particular, disseram, “os sírios estão fugindo de bombas-barril, armas químicas, estupro e massacres”. O problema irá continuar até a comunidade internacional ajudar a encontrar uma solução diplomática para o conflito sírio, afirmaram.

Mais conteúdo sobre:
Angelina Jolie

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.