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Reformulado, The Drums toca nesta quinta em SP

Grupo apresenta indie pop efervescente no Estúdio Emme, em Pinheiros

AE, Agência Estado

30 de março de 2011 | 11h21

Sabe aquele disco dos Titãs, de 2001, A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana? Esse poderia muito bem ser o título dado para o The Drums. No fim de 2009, eles foram selecionados pela BBC como o Sound of 2010, antes mesmo do EP, Summertime!, ser lançado. A banda, que se apresenta nesta quinta-feira, 31, no Estúdio Emme, em São Paulo, já passou por muito, mesmo em pouco tempo assim.

O som deles, um indie pop efervescente, com contrastantes vocais melancólicos de Jonathan Pierce, o credenciava como "a sua nova banda favorita". As guitarras simples, variando em dois acordes, com sintetizadores, e uma batida dançante de fundo, conferem um lirismo que lembra o que fez o The Smiths, nos anos 80. Eles chamaram, inclusive, a atenção do próprio ex-vocalista da banda inglesa, Morrissey. Ele foi a um show do Drums em abril do ano passado, após ouvir o EP em Roma (Itália) e afirmou que se os Smiths estivessem na ativa, soariam como o Drums. "Isso o que ele disse foi incrível. É emocionante, mesmo", diz Johnny Pierce (como o vocalista gosta de ser chamado), ao Jornal da Tarde, por telefone. Em seguida, ele elenca as principais influências: The Smiths, claro, Joy Division, Orange Juice e The Wake.

Em um ano, 2010, eles tocaram em grandes festivais, como o Glastonbury, na Inglaterra, lançaram, enfim, o primeiro álbum, The Drums (sem previsão de lançamento no Brasil) e fizeram turnê pelos Estados Unidos e Europa. Mas, com a mesma velocidade que as boas críticas vieram para o The Drums, as notícias ruins também apareceram. Em setembro, o guitarrista Adam Kessler, antes de ter início a série de shows pelos Estados Unidos, deixou a banda. Ele, foi, então, substituído temporariamente por Tom Haslow, velho amigo dos fundadores - o vocalista Jonathan Pierce e o guitarrista Jacob Graham.

Agora, mais uma dança das cadeiras. Acompanhe com atenção: Haslow deixou o grupo e foi substituído por Connor Hanwick, então baterista. Chris Stein e Myles Mathen, outros dois amigos dos meninos do Brooklyn, de Nova York, foram para as baquetas e baixo, respectivamente. Por fim, o cofundador Jacob Graham deixou a guitarra e ficou só nos sintetizadores. O ano de 2010 foi alucinante para o The Drums. Mas passou.

Compositor e vocalista, Pierce ainda mantém o hábito de compor sozinho, no seu quarto. Best Friend, triste música que abre o primeiro disco, foi uma dessas. Com três meses de férias, no começo do ano, o The Drums se reuniu no apartamento de Pierce para gravar as músicas do segundo disco, ainda sem previsão de lançamento. "Vamos mostrar as novas músicas aí", diz. "Não sei como as pessoas conseguem compor em grupo. Deixa de ser algo íntimo, de dentro". Depois de tudo, essa tradição se mantém. As informações são do Jornal da Tarde.

SERVIÇO:

The Drums

Estúdio Emme - Av. Pedroso de Moraes, 1.036 - Pinheiros

Quinta, 31/3, às 22h

Ingressos: R$ 120

www.livepass.com.br

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