Record investe alto na novela 'Ribeirão do Tempo'

Sem medo de bater de frente com a Globo, que lançou ontem sua nova trama das 21 horas, "Passione", com Fernanda Montenegro e Tony Ramos no elenco, a Record lança hoje, às 22h, a novela "Ribeirão do Tempo". Almejando a liderança, a emissora desembolsou cerca de R$ 300 milhões para a construção de uma cidade cenográfica de 5 mil metros quadrados, no Rio de Janeiro, para abrigar a trama do autor Marcílio Moraes. O valor seria suficiente para a construção de cerca de 10 mil casas populares, com dois quartos, cozinha, sala e banheiro.

AE, Agência Estado

18 de maio de 2010 | 09h31

A expectativa da cúpula da emissora é de que Marcílio Moraes repita o sucesso da novela "Vidas Opostas", exibida em 2007. O último capítulo da trama, escrito pelo mesmo autor, atingiu 25 pontos no Ibope, audiência recorde para a emissora. Não por acaso, "Ribeirão do Tempo" recebeu um investimento alto e uma cidade cenográfica rica em detalhes. Dentro do orçamento de R$ 250 mil por capítulo - no total, a novela custará R$ 70 milhões -, a construção abriga praça, quitanda, barbearia e até uma igreja católica. No total, a novela custará R$ 70 milhões, valor 25% menor do que o montante que a Globo investirá em "Passione", orçada em R$ 94 milhões.

Ação e drama familiar

Na nova trama da Record, tudo irá acontecer na cidadela batizada de Ribeirão do Tempo, dos romances às sequências de ação. A novela tem início com a chegada da ambiciosa empresária Eleonora Durrel (Jacqueline Laurence) à cidade. No local, a acionista planeja a construção de um condomínio turístico, o que desagrada aos moradores. Além dos problemas locais, Eleonora irá tentar resolver um drama pessoal: um filho que há 50 anos deixou para trás.

Por mera coincidência, Bete Gouveia, personagem de Fernanda Montenegro em "Passione", descobre, logo nos primeiros capítulos, que tem um filho desconhecido na Itália. E as semelhanças não param por aí. "Ribeirão do Tempo" também terá uma série de crimes, assim como "Passione", que serão analisados pelo atrapalhado detetive Joca, vivido por Caio Junqueira. É nessa fase de investigação que Joca conhece a executiva Arminda (Bianca Rinaldi), braço direito de Eleonora Durrel.

Apesar dos pontos em comum, o autor Marcílio Moraes não compara seu folhetim ao de Silvio de Abreu. "Eu desconheço a sinopse dele. Além disso, temos estilos diferentes", frisa. "O público vai dizer como vai ser a concorrência. Se a minha novela for bem, vai incomodar a Globo. Se não, eu tenho uma história boa e forte", completa. As informações são do Jornal da Tarde.

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