Record e Ratinho são condenados na Justiça

A TV Record e o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, foram condenados a pagar indenização de 350 salários mínimos, por danos morais ao juiz de Direito Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, por decisão unânime da 4.ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça. O magistrado foi acusado de pretensas irregularidades na adoção internacional de crianças, quando era titular da Vara da Infância e da Juventude de Jundiaí. O magistrado foi acusado pela emissora, durante a apresentação do programa Ratinho Livre de supostas ilegalidades nos processos de adoção l998. Ratinho afirmou que 3 mil crianças estavam desaparecidas de Jundiaí e que cada adoção internacional estaria sendo negociadas por 20 mil dólares. Acrescentou que "era uma indignidade roubar a criança da guarda da mãe ou desaparecer com ela quando era levada ao Fórum". A Record e Ratinho alegaram que apenas exerceram o direito de informar e que os programas eram feitos de forma narrativa, espelhando fatos já noticiado pela imprensa. Em primeira instância o juiz da 15.ª Vara Cível da Capital Osmar Bossi, condenou os réus a pagarem indenização de 200 salários mínimos. Agora o TJ, acolhendo parcialmente recurso de Beethoven que pleiteava indenização de 1.800 salários mínimos, elevou o valor para 350 salários mínimos (R$ 105 mil). Pela divulgação dos mesmos fatos, em outras ocasiões, o juiz Beethoven ingressou com sete ações indenizatórias contra diversos órgãos de imprensa e seis delas foram julgadas procedentes em primeira instância. A condenação da Record e Ratinho, é a primeira decisão confirmada em segunda instância.

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