Reba comanda a noite em barretos

Os peões anônimos que sonham com o estrelato iniciam hoje suas trajetórias no Estádio de Rodeios, em Barretos, a partir das 19 horas. Depois, às 22 horas, o show é duplo: Chitãozinho e Xororó estarão acompanhados da americana Reba McEntire. A 45ª ediçao da Festa do Peão também presta uma homenagem aos 500 anos do Descobrimento do Brasil ao trazer índios Xavante e montar uma aldeia ao lado da arena.Outras opção de show será a apresentaçao da dupla Milionário e José Rico, no Berrantão (23h30), e Maurício e Mauri, no palco da Esplanada. Os rodeios Mirim (de 12 a 14 anos) e Júnior (de 15 a 17) serão realizados na arena do Rancho do Peãozinho, durante toda a tarde. É a fase classificatória da montaria em touros, que termina na quarta-feira, garantindo mais 24 na categoria júnior e 15 mirins na etapa final, que reunirá os outros 52 juniores e 30 mirins, que ganharam a vaga da eliminatória disputada em junho. Na arena do Estádio, serão 82 montarias hoje: 57 em touros e 25 na categoria cutiana (em cavalos). O primeiro Desafio Brahma Barretos 2000 também ocorre hoje. Rinaldo da Silva (campeão do rodeio em 1996) desafiará o touro Lobinho, Agnaldo Ferreira Porto montará Araquiri e Fabrício Alves (campeão de 1992) tentará faturar R$ 1 mil parando sobre Wrangler. Quem cair, perde o dinheiro para o tropeiro, dono do animal. Índios Um dos destaques dessa edição foi a instalação da aldeia Xavante, próxima de Nova Xavantina (MT), atraindo crianças e professoras de cerca de 43 escolas da região, que também estão sendo esperadas. "A idéia foi trazê-los para homenagear os 500 anos do Brasil, pois o índio é o maior brasileiro que conhecemos", comentou o coordenador do Rancho do Peãozinho, Daniel Bampa Netto. "Assim, ensinamos os garotos a respeitar os animais, o meio ambiente, o folclore e a montaria." Um convênio com a prefeitura vai fornecer transportes aos alunos de 43 escolas barretenses. Com isso, cerca de 7 mil estudantes devem conhecer o Berrantinho, onde estarão sendo realizados brincadeiras, shows, desfiles e catiras mirins. O cacique Serere Dumnhiwê considera importante mostrar a cultura de sua raça, uma das 112 aldeias - cerca de 11 mil xavantes - existentes em Mato Grosso. "Estamos mostrando nossa cultura e também nossa dança", comentou ele. Alguns produtos fabricados pelos índios, como flechas, cestos, cocares, colares e borduna (arma usada em batalha e para caçar) estão expostos ao público. As peças são poucas. Duas ocas foram adaptadas, como exemplo. "Não é da palha que usamos", avisa Dumnhiwê. Dez xavantes ficam até o final da festa, no dia 27.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2000 | 16h05

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