Reality shows injetam R$ 100 mi na mídia

O tititi gerado pelos programas de TV Casa dos Artistas e Big Brother Brasil neste início de ano caiu como uma luva para o setor de mídia no Brasil. Diversas empresas, como Fiat, Brastemp e Casas Bahia, pegaram carona na audiência dos dois maiores programas de entretenimento da atualidade ? com picos de mais de 50 pontos no Ibope nos dois ? e injetaram milhões de reais no mercado publicitário, e de mídia como um todo, num período tipicamente de vacas magras para as agências de publicidade."Cerca de R$ 100 milhões entraram no setor entre janeiro e fevereiro, meses geralmente parados para a publicidade", estima Sergio Amado, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap).Estima-se que metade desse montante tenha entrado nos caixas do SBT e da Globo, com as cotas vendidas para os programas que garantiram inserção de comerciais nos intervalos, além do merchandising dentro das casas onde os programas estão acontecendo.Os ?reality shows? animaram as agências de publicidade que saíram de 2001 com uma queda de faturamento. Os números, segundo Amado, ainda não estão fechados, mas ele acredita que houve uma queda de investimentos no setor entre 5% e 6%. Em 2000, elas faturaram R$ 15 bilhões, só com comerciais para a mídia tradicional, sem incluir os investimentos em marketing direto, eventos e promoções. "Este ano devemos recuperar essa queda", acredita o presidente da Abap.A Copa do Mundo e as eleições também sinalizam para um ano mais ameno para o setor. Sergio Amado explica que as empresas do governo representam normalmente entre 5% e 7% do faturamento das agências. Em 2002, esse percentual deve chegar a 10%. Cerca de 40 agências de publicidade trabalham com empresas do governo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.