Reality show gera polêmica ao 'inocentar' Bin Laden pelo 11/9

Programa da TV holandesa também declarou o Papa Bento XVI 'culpado' pela mortes dos infectados com Aids

Efe,

17 de abril de 2009 | 17h44

Um novo reality show na televisão holandesa gerou polêmica ao declarar o suposto líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, "inocente" dos atentados do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e o papa Bento XVI "culpado" da morte de doentes de Aids. Ambos os veredictos foram proclamados por um júri popular composto por cinco cidadãos holandeses no novo programa de televisão O Advogado do Diabo, que simula um julgamento de um personagem da atualidade sobre o qual são apresentadas três acusações.

 

No caso de Bin Laden o júri o considerou somente "culpado" de ser um terrorista, mas o absolveu das acusações de líder da Al-Qaeda e de ser responsável pelos atentados do dia 11 de setembro de 2001, onde morreram quase 3 mil pessoas. Em contraste, o júri condenou o papa Bento XVI, que rejeita o uso do preservativo, pelas mortes de muitos doentes de Aids e também o considerou "culpado" por discriminar mulheres e homossexuais.

 

Um dos primeiros a criticar o programa foi o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, no comando do governo municipal quando aconteceram os atentados, lamentando a mensagem de "confusão" lançada pelo programa, segundo recolhe hoje a agência holandesa "ANP". O programa, que estreou na semana passada, é transmitido às quartas-feiras na televisão pública holandesa, embora a Avro, a emissora que o projetou, seja financiada com fundos de seus próprios assinantes.

 

No show - que, segundo uma porta-voz da rede, quer fazer os telespectadores refletirem -, um conhecido advogado criminalista holandês defende o personagem escolhido a cada semana e outros dois especialistas se fazem de acusadores.

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