Reality show do SBT alimenta sonho de candidatas a Spice Girls

Anônimas em busca de fama e fortuna vão invadir novamente o horário nobre da televisão. No sábado, dia 27, estréia Popstars, o novo reality show do SBT. Em 20 capítulos, a serem exibidos um por semana, além de boletins diários de um minuto também às 19h45, o programa irá retratar os bastidores e o empenho de 30 mil candidatas em busca da fama. Popstars não terá somente uma vencedora, mas várias, que irão formar um grupo de música pop (tipo Spice Girls), que será composto por meninas entre 18 e 25 anos. Cada episódio irá mostrar uma eliminatória. "No episódio final, vamos revelar as escolhidas. Não sabemos ainda se o grupo terá quatro, cinco ou seis integrantes", diz Elisabetta Zenatti, diretora da RGB Entertainment, produtora que, ao lado da gravadora Sony Music, é parceira do SBT no novo programa. Popstars será uma espécie de documentário, sem apresentadores ou repórteres, sobre a trajetória das candidatas a estrela. "Para não confundir a marca do programa, o grupo que vai sair do ´Popstars´ será batizado com outro nome que ainda não foi definido", diz Elisabetta. As candidatas a estrela não sabem ainda que tipo de grupo será criado e nem o repertório. Mas já receberam uma meta bem definida: obter um retorno bastante satisfatório para o investimento de aproximadamente R$ 6,5 milhões gastos na produção. A Sony adquiriu o direito de lançar cinco álbuns do novo grupo nos próximos cinco anos. A expectativa de vendagem do primeiro, que será lançado em setembro? "Acho que a gente consegue superar a marca de 1 milhão de cópias", responde José Antônio Éboli, presidente da gravadora no Brasil. Há planos até de uma carreira internacional. "Sabe aquela música dance, Daylight in Your Eyes, que toca sem parar nas rádios daqui? Então, ela é do No Angels, grupo que veio do Popstars da Alemanha", exemplifica Elisabetta. "O programa é um sucesso de audiência e vendas em todos os países em que é transmitido. Aqui no Brasil, não tem por que ser diferente", diz Éboli. Não há como negar: Popstars é mesmo um sucesso por onde passa. Já foi transmitido em 16 países - entre eles Alemanha, Inglaterra e Itália, com mais de 40 edições. Na Austrália, por exemplo, já está em andamento a produção do terceiro programa. "No Brasil, devemos fazer um outro programa ano que vem. Mas para um grupo misto ou uma boy band", revela Elisabetta. Na Argentina, onde Popstars foi veiculado no final de 2001, o grupo recebeu o nome de Bandana, vendendo mais de 200 mil cópias. Até hoje as meninas ocupam os primeiro lugares nas paradas de sucesso. "Devemos apresentá-las ao mercado brasileiro", diz Éboli. Com a escolha das Spice Girls brasileiras, o SBT espera aumentar a audiência do horário de 10% a 15%. Hoje, o Ibope da emissora aos sábados, por volta das 20h, está na faixa dos 12 pontos. A aposta é tamanha que as novelas que estão no ar, inclusive a recém-estreada Marisol, terá meia hora a menos para dar mais espaço a Popstars. O retorno já começou a aparecer na emissora de Silvio Santos. Três das quatro cotas de patrocínio nacional já foram vendidas. Cada uma a R$ 2,7 milhões para as empresas Nívea, Embeleze e Renault. Há também cotas de patrocínio local, vendidas a R$ 450 mil. Até o momento, a Kalunga foi a única a fechar. Merchandising também está previsto e cada ação pode custar entre R$ 42 mil e R$ 84 mil. Outra novidade é o cross media, mecanismo em que uma atração é veiculada por meio de diversas mídias. Além de transmitida pelo SBT e com as músicas lançadas pela Sony, a nova atração também será mostrada na nova revista Popstars (em uma parceria com a Editora Abril), pelo canal a cabo Disney Channel, além da Internet. "Ainda estamos negociando com um provedor. Provavelmente semana que vem teremos o resultado", diz Elisabetta. Em relação ao conteúdo, o que o público irá assistir mais parece com uma versão moderna de um concurso de miss. Cada capítulo irá focar a decepção das eliminadas e a esperança das selecionadas. "A audiência vai se identificar com o sonho das candidatas", aposta Elisabetta. "É uma bela forma para driblar o mau momento do mercado fonográfico", arremata Éboli.

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