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Deixo a UBS mais confiante do que um Serge Gainsbourg depois da primeira dose. Agora, sou Fred Astaire da Vila Madalena.

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2021 | 03h00

Na minha cabeça, Joey Ramone conta até quatro. Ou talvez seja Frank Sinatra sorrindo em I’ve Got You Under My Skin. Deixo a UBS mais confiante do que um Serge Gainsbourg depois da primeira dose.

Agora, sou Fred Astaire da Vila Madalena. Quem é o último campeão da Dança dos Famosos? Para tirar uma foto do comprovante, não sou ninguém menos do que um Cartier-Bresson redivivo.

E sinto uma onda de carisma. Sou Obama, Gil do Vigor e Juliette. Também sou rico, um Jeff Bezos pronto para esbanjar. Tenho fome e sou, evidentemente, a ressurreição de Tarrare (ok, quero ver vocês buscando essa no Google).

Tenho pressa, sou o Usain Bolt, Vanderlei Cordeiro de Lima e Joaquim Cruz. Talvez, mais tarde, vire o padre dos balões. Ou o astronauta brasileiro... Não! Esse não. 

Na frente do espelho, sou Alain Delon, James Dean, Chet Baker e Humberto Martins. Sou também Nastassja Kinski em um filme do Wim Wenders. Sou Norma Bengell saindo do mar.

Sinto o corpo mudando sensivelmente. Epa, epa... Nada de jacaré. Sou um jovem Mick Jagger, com um pouco (um pedaço) de Rocco Siffredi e o cabelo da Gal Gadot. 

Um pouco cansado, me sinto como Brian Wilson inventando God Only Knows. Sou Bob Dylan antes do acidente de moto. Lennon antes da Yoko. Beyoncé antes de Single Ladies.

Depois, bem depois, sonhei com um filme escrito por Aldous Huxley. Foi doce.

Acordei meio George Clooney, meio Mazzaropi. 

No mais, só uma dorzinha no braço mesmo.

 

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