Raymundo Faoro é o mais novo imortal

Como já era esperado, o jurista Raymundo Faoro, de 75 anos, é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira número 6, de Barbosa Lima Sobrinho, morto em julho. A eleição terminou agora há pouco na ABL e Faoro venceu com 36 votos. Houve duas abstenções entre os 38 acadêmicos votantes.Concorriam também à vaga Virgílio Moretzsohn Moreira, Yeda Octaviano, Júlio Romão da Silva, Paschoal Villaboim Filho, José Elcias Lustosa da Costa e Eduardo Fonseca. O jornalista Joel Silveira e o publicitário Mauro Salles desistiram de suas candidaturas, o que facilitou a vitória de Faoro.Raymundo Faoro era o mais cotado para a cadeira, como já adiantara o presidente da academia Tarcísio Padilha. Advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, entre suas obras destaca-se Os Donos do Poder. Foi integrante do Conselho da Associação Brasileira de Imprensa, onde chegou a convite de Barbosa Lima."É raríssimo um candidato obter 36 votos em 38", disse o presidente da ABL Tarcísio Padilha. "Isso expressa o apreço da casa por um intelectual que captou a estrutura burocrática brasileira como a maior dificuldade para o progresso do País". O presidente da Fundação Biblioteca Nacional e acadêmico Eduardo Portela disse que Faoro é o melhor sucessor de Barbosa Lima: "Poucas vezes houve uma correspondência tão precisa entre quem nos deixa e quem chega."Dia 14 de dezembro haverá outra eleição para escolher o novo ocupante da cadeira de número 33, que pertenceu a Afrânio Coutinho. Os candidatos são Evanildo Cavalcante Bechara, Silvio Castro, Gilberto Mendonça Telles, Diógenes Magalhães e Gioconda Labecca. O filólogo Evanildo Bechara é o mais cotado para assumir a vaga.

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