Raul Gil ressuscitou show de calouros

Para o apresentador Raul Gil, afórmula de tirar pessoas do anonimato e as transformar em ídolosda música é sua velha conhecida. Há pelo menos duas décadas, elejá mantinha em seus programas o popular show de calouros. Emabril do ano passado, o apresentador ressuscitou o antigoformato, na tentativa de aumentar a audiência de seu programa daRecord. Batizou o quadro de Quem Sabe Canta, Quem não SabeDança.A boa aceitação do público foi imediata e outrasemissoras, como SBT e Globo, criaram depois suas versões para afórmula: Popstars e Fama, respectivamente. A liderançade Quem Sabe Canta, Quem não Sabe Dança no Ibope aos sábadosnão só preocupou a poderosa Globo, como rendeu temporada deshows e a criação da gravadora Luar, que cuida exclusivamentedos calouros.Hoje, a gravadora reúne em seu casting dez calouros,entre eles, os pioneiros do quadro: o cantor Robinson Monteiro,o Anjo, e a dupla lírica-pop Rinaldo e Liriel. Os três artistas,juntos, venderam quase 1 milhão de CDs. No início do ano, tantoRinaldo e Liriel quanto Robinson tiveram casa lotada nasapresentações que fizeram no Credicard Hall. Nos doisespetáculos, a casa de shows contabilizou cerca de 10 milpessoas.Filho de Raul Gil e diretor do programa do pai,Raulzinho confessa que, no início, criou certa resistência àidéia de retomar o show de calouros. "Achei que a proposta devoltar com o show de calouros seria retroceder 20, 30 anos",recorda. "Eu dizia para meu pai que era contra, mas ele disseque queria."Já que tinha de ceder ao desejo do pai, Raulzinhoprocurou trazer inovações ao quadro. A começar, pelo repertóriodos candidatos. "Falei para meu maestro, meu produtor, paraeliminarmos aquelas músicas que as pessoas estão cansadas deouvir." Outra providência, segundo Raulzinho, foi priorizar os"calouros profissionais"."No começo, o quadro ocupava os 45 minutos iniciais doprograma, porque achava que os calouros eram fracos paraenfrentar o Caldeirão do Huck. Me enganei." A repercussão doquadro e de Robinson Monteiro fez com que Raulzinho saísse embusca de uma gravadora para o calouro. Nenhuma gravadora quisapostar nele, até o diretor falar com Sérgio Afonso, presidenteda Warner Music. A parceria entre Warner e Raulzinho Produçõesdeu origem, no final do ano passado, ao selo Luar.

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