Random House e Penguin se unem para concorrer com Amazon e Apple

A britânica Pearson e a alemã Bertelsmann vão juntar suas unidades de publicação, Penguin e Random House, para recuperar o terreno perdido para os grupos de tecnologia Amazon e Apple, líderes da revolução dos livros eletrônicos.

KATE HOLTON, Reuters

29 Outubro 2012 | 14h43

A editora de educação e mídia Pearson disse que a nova empresa conjunta, que colocará sob o mesmo teto o romancista Terry Pratchett, o autor de "Cinquenta Tons de Cinza", EL James, e o vencedor do prêmio Nobel de 2012, Mo Yan, seria nomeada Penguin Random House.

A confirmação de um acordo veio após meses de discussões no conselho na Pearson e apesar de uma abordagem informal da News Corp, de Murdoch, que estava interessada em combinar a Penguin com a sua própria unidade de publicação Harper Collins, disse uma pessoa familiarizada com a situação.

De acordo com os planos, a Bertelsmann irá controlar 53 por cento da nova empresa e nomeará cinco diretores para o conselho, enquanto a Pearson teria o restante e nomearia quatro diretores. Ambos devem manter a sua parte no negócio por pelo menos três anos.

O presidente do conselho e presidente-executivo da Penguin, John Makinson, será o presidente do conselho da nova empresa, e o presidente-executivo da Random House, Markus Dohle, será o CEO.

Analistas disseram que preferiam uma oferta de um grupo como a News Corp, que teria trazido dinheiro para a empresa e permitido à Pearson sair de um mercado que tem sido atingido pelo rápido crescimento dos livros eletrônicos e do controle que isso tem dado a grande distribuidores como Amazon e Apple.

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