Rádio Batuta vai destacar acervo do IMS na internet

Um show dos cantores Alfredo Del-Penho e Pedro Paula Malta, com repertório de Francisco Alves e Mario Reis, hoje à noite, no centro cultural do Instituto Moreira Salles no Rio, fechado para convidados, será a primeira transmissão ao vivo da Rádio Batuta, que a instituição pôs no ar em seu site (http://ims.uol.com.br/radiobatuta). A rádio pública MEC AM (800 khz) reproduzirá toda a programação, a partir do próximo dia 6, sempre às 20h30, mas só para o Rio.

AE, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 09h23

A boa música popular brasileira é o chamariz. Um dos programas será inteiramente dedicado ao repertório e à movimentada trajetória de vida de Noel Rosa, com comentários, entre outros, de Caetano Veloso, de seu biógrafo, João Máximo, e do pesquisador Sérgio Cabral. Em outro, vai ter um homenageado por vez: o primeiro será o pianista Custódio Mesquita, coautor de clássicos de nosso cancioneiro, como "Nada Além" e "Saia do Caminho", cujo centenário se comemora este ano, como o de Noel. A coordenação da rádio é do ensaísta e letrista Francisco Bosco.

Artistas relevantes terão oportunidade de imprimir seu gosto num programa em que mostrarão músicas que admiram, e que lhes servem de inspiração. No primeiro, João Bosco exalta de Ernesto Nazareth a Dorival Caymmi. Também já gravaram participações Marisa Monte, Monarco e Mariana Aydar. Os convidados têm como manancial o riquíssimo acervo do instituto, que começou a ser reunido há dez anos, com foco na preservação, e hoje conta com milhares de discos, do início da era do LP aos anos 50 pré-bossa nova (boa parte, portanto, em 78 rotações). Além dos arquivos pessoais de gente como Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Elizeth Cardoso, dos quais o instituto também cuida, o baú do tesouro tem mais de cem mil músicas.

São gravações que contam uma parte da história da MPB e que, agora, deixarão de ser um (quase) segredo bem guardado - embora já estivesse online, acessível por um sistema de busca, o acervo ainda é pouco conhecido. "É um patrimônio que pode ter um público maior, mas que estava muito restrito", diz o jornalista Paulo Roberto Pires, consultor do IMS. Além de deleitar os amantes de música daqui, a rádio servirá a pesquisadores de universidades de outros países. Os ouvintes poderão ainda espiar tudo o que é realizado nos centros culturais de São Paulo, Rio e Poços de Caldas (cursos, palestras, shows, conferências). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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