Rachel Ripani atriz desponta nos palcos

Para a atriz Rachel Ripani, este anose abre como um leque de oportunidades e novos projetos. A moça,que atualmente interpreta a Débora da novela PequenaTravessa, do SBT, e agita o elenco da peça A Vida ÉCheia de Som e Fúria, de Felipe Hirsch, em cartaz no TeatroSesc Anchieta, foi selecionada para participar do musicalGrease. Ainda está em seus planos atuar em duas peçasteatrais e em televisão. Mais que um rosto bonito, a jovem atrizquer mostrar a que veio. Sua carreira começou cedo. Aos 13 anos já participava doCPT, de Antunes Filho. "A idéia de fazer teatro me encantava.Adorava participar das peças da escola e queria mais, algo sério quando decidi ir para o grupo do Antunes. Naquela época, eu malsabia o que seria participar do CPT", lembra. Estudante de um colégio alemão na Vila Mariana, em SãoPaulo, o Benjamin Constant, a garota apurou seu gosto peloestudo de línguas: domina inglês, francês e alemão. Facilidadeque a ajudou ao estudar em Londres, de 1996 a 1997, na escola dePeter Brook. Antes de ir para a Inglaterra, Rachel participou,ao lado de Paulo Autran, de O Céu Tem Que Esperar e ReiLear. Paralelamente ao trabalho de atriz, estudou canto."Gosto de cantar. Estudei e me dediquei muito nessa área. Foium investimento. Cheguei a participar do musical infantil OsSaltimbancos. Gosto de musicais, mas na época não havia espaçopara essa arte no Brasil." "Foi em Londres que conheci o diretor Jorge Fernando esó voltei ao Brasil a convite dele para participar da novelaZazá, com Fernanda Montenegro. Posso dizer que tive grandesprofessores em minha vida. Sou uma pessoa de sorte e fuibatizada: tenho como padrinhos Paulo Autran e FernandaMontenegro." Além do desafio de enfrentar uma nova linguagem, a datelevisão, Rachel teve de driblar preconceitos. "Muitas pessoasfazem cara feia para atuar na TV. Eu mesma tinha uma certaresistência, mas vi que era bobagem. Em Londres, o pessoal daescola não queria me liberar para ir encenar em uma novela."Após Zazá, participou dos programas A Turma do Didi, Sandye Júnior e Altas Horas, todos da Rede Globo. "Fiqueidois anos no Rio, mas sou uma paulistana nata, gosto de ficar nacidade nos feriados, curtir a vida teatral daqui, que é muitoagitada e oferece diversas possibilidades. Em São Paulo, hátodos os tipos de teatro, do alternativo aos musicais, paratodos os estilos." Ao voltar à cidade, trabalhou, por um ano e meio, napeça Pobre Super-Homem com Sérgio Ferrara e Marco AntonioPâmio. Atualmente está em cartaz com A Vida É Cheia de Som eFúria e, mesmo empolgada com sua atuação na peça, divide seutempo com as gravações do SBT. "Gostei muito da emissora. Anovela é muito bem-feita, conseguimos picos de 24 pontos deaudiência." Com a agenda lotada, Rachel conseguiu participar doprocesso de seleção para o musical Grease. "Eu dei muita sorte.O dia do teste não coincidiu com as gravações e pude participar.Na segunda fase fui liberada pelo "SBT". Gostei do respeito daprodução perante os artistas e pude perceber que no Brasil temmuita gente qualificada. Fico feliz por fazer parte de umageração de artistas tão bem preparados e completos." Para criar uma personagem, Rachel faz um mergulho nouniverso da época. "Entro em contato com as idéias do período,músicas, assisto aos filmes, vou atrás das estrelas, para depoiscompor. Também acho fundamental a pesquisa e a disciplina noteatro." Ainda sem um papel definido oficialmente pela produção Rachel aposta que interpretará a Sandy, personagem imortalizadapor Olivia Newton-John no cinema. "Durante os testes,interpretei a Sandy. Como serão dois elencos, creio que tenhochances de viver esse personagem muito bem interpretada porOlivia Newton-John, uma atriz completa, que domina a dança, ocanto e atua muito bem. Ela assumiu o arquétipo da meninaingênua, desempenhou de forma inesquecível. Sei que tudo issotem um peso muito grande, uma forte referência, mas tenho muitastintas para colorir esse papel." Empolgada com o número crescente de produções e musicaisem São Paulo, a atriz defende esse novo nicho de mercado noPaís. "Os musicais pagam e o artista pode viver de sua arte,com dignidade. Acho que o entretenimento é importante. O atortem várias tarefas e divertir é uma delas. Este é um novomercado que está se abrindo, uma boa oportunidade de trabalhopara os atores." Ainda para este ano, a atriz já realizou dois testespara participar de programas na Rede "Globo". "Fiz algunstestes, mas como não assinei contrato, não quero falar muitosobre isso." Neste primeiro semestre, ela deve atuar em umapeça infantil e está nos seus planos a peça "As Troianas" parao segundo semestre. "O projeto foi encaminhado ao CentroCultural Banco do Brasil, não está certo ainda. Espero que euconsiga desempenhar muito bem todas essas tarefas. Sou espartana quero fazer bem o meu trabalho, com seriedade e disciplina."

Agencia Estado,

04 de fevereiro de 2003 | 17h33

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.