Matt Sayles/Ap Photo
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''Quero voltar para a comédia''

Confissão é de Colin Firth, após a esperada consagração no também premiado O Discurso do Rei

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2011 | 00h00

A dúvida já rondava o tapete vermelho e só foi sanada quando Natalie Portman chegou à sala de imprensa, depois de encerrada a cerimônia: "Seu filho vai se chamar Oscar?", questionou um repórter. Sorriso maroto, a gravidíssima atriz fez antes um importante preâmbulo: "Na verdade, não sei se será um menino, pois não quero saber o sexo da criança". E acrescentou: "Mesmo assim, não há a menor chance, se for ele, de se chamar Oscar".

Agarrada à estatueta dourada, a atriz se divertia com os questionamentos sobre maternidade. "Quando você foi anunciada vencedora, como o bebê se comportou durante a caminhada até o palco?", quis saber uma repórter. "Bem, não posso dizer com precisão pois eu estava muito nervosa. Mas eu me lembro que ele chutava muito durante os números musicais. Acho que será um dançarino", brincou.

E a curiosidade não parecia terminar. "O fato de se tornar mãe vai influenciar a escolha dos próximos papéis no cinema?", perguntou outro repórter. "Não tenho ideia", respondeu Natalie. "Mas uma das coisas mais maravilhosas de estar grávida é justamente isso: é aceitar o desconhecido, o misterioso, algo que pode se tornar um milagre." A atriz de Cisne Negro confessou seu alívio porque agora vai finalmente poder descansar.

Mudanças de rumo também norteiam o ator vencedor, Colin Firth. "Quero voltar para a comédia", disse. "O drama está muito dimensionado e gostaria de mudar o registro, ir para algo leve, que me entretenha, ou seja, continuar minha larga tradição de representar o cara bobo."

Firth brincou que estava sofrendo com alucinações por conta do longo tempo de trabalho em O Discurso do Rei. "Eu pensava em cozinhar para aliviar a tensão, mesmo que eu fosse o único a comer." Mais sério, ele não encontrou resposta quando indagado sobre a mensagem transmitida pelo filme. "Não somos filósofos ou pregadores. Não vejo como nossa a obrigação de contar uma história que fará o espectador sair pensativo."

Mais que pensativa, Melissa Leo, premiada como coadjuvante por O Vencedor, estava preocupada com as próprias palavras - no discurso de agradecimento, ela usou termos como fuck. Algo próprio do papel que representou no filme. "Não foi minha intenção ofender ninguém, embora ali não fosse o local mais adequado para dizer aquelas palavras", justificou-se.

Também premiado como coadjuvante por O Vencedor, Christian Bale não viu o discurso de Melissa no palco, mas a compreendeu. "Eu mesmo cometi a mesma gafe, mas faz parte da nossa natureza", disse ele, que garantiu permanência na série Batman.

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