'Quero que a plateia sinta o que eles sentiam nos anos 20'

Baz Luhrmann, cineasta australiano, conversou com o Estado, em Nova York. O diretor de Romeu e Julieta e Moulin Rouge revelou que seu remake de O Grande Gatsby terá uma atmosfera moderna dos anos 20 e contou como foi a parceria com as marcas de luxo para a direção de arte do longa.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h08

Como foi o trabalho da

criação do figurino e dos

acessórios com as parcerias?

Catherine Martin pode fazer bem qualquer trabalho de design. Entretanto, é necessário um grande ator para iluminar um figurino, uma joia. O público sabe disso. No filme, fica muito claro em uma cena em que Daisy chega, vestida de Prada, com seu headband e suas pérolas. Carey Mulligan, melhor do que ninguém, soube iluminar aquelas peças. Um filme é uma grande colaboração entre o ator, o design, o figurino e a câmera.

Alguma peça especial?

Queria um anel exclusivo para Gatsby. Algo que simbolizasse seu amor por Daisy, de maneira secreta. Foi meu único pedido específico.

Você falou que haverá

inovação e modernidade no filme. O que quer dizer com isso?

O livro é revolucionário. Se você pensar que, em 1925, F. Scott Fitzgerald escreveu sobre a música dos negros, a música que era tocada nas ruas...sso era diferente. Queria fazer a plateia sentir o que eles sentiam naquela época. Então, pensei que a música correspondente de hoje é o hip-hop. Estamos na era do hip-hop e convidei Jay Z para me ajudar na trilha, que contém Beyoncé e Florence Walsh. O filme tem senso de história, mas olha para o futuro. / M.N.

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