''Queríamos imergir o público na ação''

ENTREVISTA

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

Rob Marshall

COREÓGRAFO E DIRETOR DE CINEMA E DE TEATRO

Como você se preparou para dirigir Piratas do Caribe 4?

Como sempre faço. Para mim, o cinema tem a ver, basicamente, com personagens e histórias. Se ambos são fortes, apenas tenho de fazer minha parte, que é contar. Adoro os filmes de época. Na verdade, gosto muito mais de filmes antigos do que dos modernos. Não resisto a uma aventura clássica. Foi o que me atraiu nessa produção.

Você é diretor de musicais. É tudo uma questão de coreografia, como diz o produtor Jerry Bruckheimer?

Jerry me garantiu que eu estaria muito à vontade, porque duelos são encenados e coreografados como danças. Foi muito mais fácil filmar os duelos do que eu imaginava.

Filmar, sim, mas e a montagem, também foi fácil?

Esse é o "xis" da questão. Eu filmei os duelos e os montei como se fossem cenas dos meus musicais. Você pode reclamar do que quiser, mas não da montagem dos duelos.

E o 3-D?

Todo o conceito estético do filme foi meu, por mais que se trate de um trabalho de equipe. O 3-D foi uma decisão minha, que Jerry aprovou. Tínhamos esses cenários incríveis e era importante que o público compartilhasse a ação. Os problemas técnicos são fáceis de resolver, e o ganho do público é imenso.

O interessante é que as coi-sas não parecem saltar da tela, mas nós é que entramos nela, concorda?

Era o ponto. Queríamos imergir o público na ação. E filmamos quase sempre em locação. Pouquíssima coisa foi feita contra o fundo verde, em estúdio.

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