''Queria enfocar a esperança''

ENTREVISTA - Jessica Sanders, cineasta e documentarista

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2011 | 00h00

Como foi o seu envolvimento para dirigir Marcha da Vida?

Foi inesperado até para mim. Nunca havia imaginado fazer um filme sobre o Holocausto. Além de ser um tema muito explorado pelo cinema, deu origem a grandes filmes como A Lista de Schindler, o que é intimidante. Mas, a partir do momento em que entrei, busquei o que seria o meu recorte. Os depoimentos dos idosos, que estão morrendo, a juventude que terá de carregar esse fardo, mas eu queria falar de esperança. Nunca imaginei que Marcha da Vida não pudesse ser outra coisa senão uma história de esperança.

Você é diretora de comerciais. Há um preconceito grande contra quem faz esse tipo de filme.

O que você acha?

Venho de uma família de documentaristas. Meus pais, minha avó, todo mundo sempre fez documentários e, desde menina, tive meus olhos abertos para a realidade. Gosto de fazer documentários, mas a publicidade satisfaz minha necessidade de rapidez e de experimentar. O comercial também conta uma história e o faz com urgência. É possível e até necessário experimentar, e o que se experimenta em termos de linguagem pode ser levado para o documentário e a ficção, por que não?

O que você aprendeu documentando Marcha da Vida?

A importância da memória e a esperança, que acho que o filme transmite, de que o respeito à diferença é fundamental.

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