Quem matou Rosie Larsen?

THRILLER Chega ao canal A&E o suspense policial que tem mobilizado o público nos EUA

ETIENNE JACINTHO, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h10

Seattle é o cenário perfeito para a adaptação americana do suspense dinamarquês de sucesso Forbrydelsen - que entrará em cartaz no próximo mês na Globosat HD. Intitulada The Killing, a versão ianque chega por aqui antes e estreia amanhã, às 23 horas, no canal A&E.

The Killing é de tirar o fôlego desde a primeira cena, em que o público acompanha uma mulher correndo no meio de uma mata. É praticamente impossível começar a assistir a The Killing e parar por qualquer motivo. O episódio de estreia tem duas horas de duração e apresenta ao público os personagens desta trama que lembra Twin Peaks, mas gera um clima de suspense muito menos caricata - sem as simbologias e esquisitices de David Lynch - e muito mais urbana.

Chove demais na Seattle de The Killing. E é neste clima que o espectador conhece a detetive Linden (Mireille Enos), uma mulher intuitiva que está de mudança para a ensolarada Califórnia, onde vai se casar. Os planos de Linden são adiados por causa do assassinato de Rosie Larsen, uma estudante de 17 anos - mesma idade que Laura Palmer tinha quando foi morta em Twin Peaks.

Linden não precisaria chefiar a investigação do caso se não houvesse uma questão política em jogo. Logo a polícia descobre que alguém do comitê de Richmond (Billy Campbell , de The 4400), um senador candidato à prefeitura da cidade, pode estar envolvido na morte de Rosie. O próprio senador tem um ar muito suspeito.

Ao longo da primeira temporada de The Killing, o público acompanha os passos de Linden e de seu parceiro, o detetive nada convencional Stephen Holder (Joel Kinnaman), na investigação do assassinato. A cada passo dos dois, o leque de suspeitos aumenta e engloba desde colegas de escola de Rosie e seus professores até figuras importantes da cidade, passando pela família. O diferencial é que a série mostra as implicações da morte de Rosie sob o ponto de vista da polícia, dos pais dela e dos suspeitos.

Assim como em Twin Peaks, a jovem morta tinha seus segredos - muito parecidos, aliás, com os que Laura Palmer escondia. E Rosie não é a única a ter uma vida paralela. O senador Richmond não fala sobre sua falecida mulher. O detetive Holder esconde um problema. O pai de Rosie, Stan (Brent Sexton), tem um passado negro. E por aí vai... Na teia de The Killing, o desenrolar da trama não é nada óbvio.

A cada episódio, o público descobre algumas novas pistas sobre o assassinato. E essas pistas nunca ficam muito tempo sem solução. Os produtores da série já disseram à imprensa americana que o segundo ano revelará o assassino de Rosie. Só não se sabe como a trama se sustentará após a revelação. Twin Peaks afundou depois de mostrar quem havia matado Laura Palmer.

Já em sua temporada de estreia, a série recebeu seis indicações ao Emmy. Mireille Enos concorreu ao prêmio de melhor atriz dramática. A produção da série é da rede americana AMC, a mesma dos sucessos Mad Men e Breaking Bad, duas obras que se destacam pela ousadia dos tema, pelos bons roteiros e pelo capricho das produções. Esta primeira temporada de The Killing é composta por 13 episódios.

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