Quem deve ocupar a cadeira de Jorge Amado na ABL?

A cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras foi oficialmente declarada vaga após a morte do escritor Jorge Amado. Antes mesmo da cerimônia de despedida dos acadêmicos a disputa pela ocupação da vaga, que pertenceu primeiro a Machado de Assis e tem José de Alencar como patrono, já começara. Paulo Coelho e Jô Soares saíram na frente.Os imortais da Academia já declararam intenção de voto à viúva de Jorge Amado, a também escritora Zélia Gattai, autora de livros como Anarquistas, Graças a Deus e A Casa do Rio Vermelho. Zélia Gattai não quer falar sobre o assunto ainda e disse que o humorista Jô Soares, autor de O Xangô de Baker Street e O Homem que Matou Getúlio Vargas, é um bom candidato. O também apresentador devolveu dizendo que não se candidata se Gattai decidir competir mas, por outro lado, já começou a fazer campanha levando a ex-presidente da instituição, Nelida Piñon, ao seu programa de entrevistas na Rede Globo.Paulo Coelho, o escritor brasileiro mais vendido no mundo e que equipara-se a Jorge Amado no quesito vendagem, também demonstrou interesse em participar da disputa. Coelho não é unanimidade no meio literário mas é forte candidato a ingressar numa casa que já acolheu o cirurgião Ivo Pitanguy e o jornalista Roberto Marinho.Entre os candidatos ventilados nas coxias da briga pelo posto de imortal estão os escritores menos conhecidos do grande público como o baiano de junco Antonio Torres, autor de obras importantes como Um Cão Uivando para a Lua e Essa Terra e ganhador do prêmio Machado de Assis do ano passado, o mineiro Fernando Sabino, autor de O Grande Mentecapto e A Faca de Dois Gumes e vencedor do prêmio Machado de Assis em 1999.A lista de prováveis candidatos é ainda maior e inclui nomes como os do poeta Ferreira Gular, do escritor Ignácio de Loyola Brandão e Roberto Drummond, além do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales. As inscrições para a vaga vão até o início de outubro. Os imortais podem sugerir nomes, mas concorrer ou não é decisão exclusive de brasileiros que tenham mais de 18 anos e pelo menos um livro publicado.

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