'Que Pompeia nada, o rock brasileiro nasceu em Taubaté'

O vistoso topete negro deu lugar a uma discreta franja grisalha. Aos 75 anos, "mas com corpo de 74", o roqueiro Tony Campello abriu seu apartamento em São Paulo para mostrar um bem cuidado acervo de raridades musicais e relembrar histórias da irmã Celly, que morreu de câncer em 2003.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2011 | 03h07

Como um casal de irmãos do interior de São Paulo se tornou pioneiro do rock nacional?

Eu já cantava de tudo com minha banda de baile em Taubaté. Quando o rock chegou, primeiro pelo cinema, eu gostei de cara. Desde os 9 anos eu tracei o meu caminho na música. A Celly também cantava muita música brasileira em casa e na rádio da cidade. Mas rock só depois que eu a trouxe para São Paulo. Por isso é preciso lembrar. Não tem nada disso de rua do Matoso, Tijuca e Pompeia. O rock brasileiro nasceu mesmo foi em Taubaté.

Você foi contra a decisão de Celly abandonar a carreira?

Não. Sempre respeitei. E quando ela saiu de cena eu também resolvi me dedicar à carreira de produtor. Produzi discos do Sérgio Reis e muitas outras coisas boas de música sertaneja.

Houve pressão dos seus pais para ela fazer essa opção?

Nosso pai sempre nos apoiou, inclusive cuidando de nossa carreira. Viajava com a gente e até acertou uma grande excursão que começou em Salvador e terminou em Manaus. Quando ela decidiu que ia casar e parar de cantar ele apoiou. Sabia que ela estava convicta.

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