Que cara tem a criação nigeriana

Você já ouviu falar de Tunde Kelani? Um dos maiores mestres de Nollywood. Tampouco conhece a produção de Nollywood? Então prepare-se para descobrir o melhor do cinema nigeriano, que ganha mostra especial, Bem-Vindo a Nollywood: Tunde Kelani, que começa hoje na Cinemateca Brasileira e no Cine Olido.

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2011 | 03h08

Antes de prossseguir, Nollywood é como é chamada a indústria de cinema nigeriana, uma das mais prolílfcas do mundo, que produz cerca de 2,5 mil filme por ano, arrecada cerca de US$ 250 milhões em um país cuja expectativa de vida gira em torno dos 50 anos e a renda da maioria da população não passa de US$ 1 por dia. No entanto, cerca de 90% dos nigerianos garantem que vão ao cinema pelo menos uma vez por semana. Surpreendente, não? Mais surpreendente são as estratégias criativas de produção, distribuição e exibição que Nollywood encontrou e pode ensinar cineastas brasileiros a conquistar mais espaço nas salas de seu próprio país.

Com curadoria da vietnamita Bic Leu, diretora de operaçãoes do Del-York Internacional, e do produtor e pesquisador brasileiro Alex Andrade, a mostra revela a diversidade de idiomas da Nigéria, onde os filmes podem ser realizados em diferentes línguas. Nollywood teve seu boom no início da década de 90 e hoje está em primeiro lugar no ranking mundial quando o critério é quantidade de filmes produzidos, à frente de Hollywood e Bollywood.

O cinema nigeriano mixa as influências do melodrama indiano, das telenovelas latinas, dos filmes de terror de baixo orçamento americanos e britânicos, e dos filmes de gângsteres de Hong-Kong. Imaginou? Melhor conferir na tela.

Atração especial da mostra ocorre no domingo, às 19 horas, no Polo Educativo e Cultural de Heliópolis: o evento vai contar com a participação de Kelani, que exibirá o longa Maami. / F.G.

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