Quanto custa o livro popular

MARIA FERNANDA RODRIGUES

MARIAF.RODRIGUES@GRUPOESTADO.COM.BR, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h11

Na busca desesperada por um novo Harry Potter ou Crepúsculo, fenômenos de venda até agora sem igual, editoras não poupam recursos em leilões e ofertas de compras e gastam valores que seriam suficientes para apoiar ou realizar projetos de incentivo à leitura - não que esta seja a função delas. A título de comparação: a Sextante pagou cerca de US$ 1,5 milhão (hoje equivalente a R$ 2,73 milhões) no fim de 2011 para editar Nicholas Sparks (80 milhões de exemplares vendidos no mundo). Com pouco mais da metade, R$ 1,47 milhão, o Ministério da Cultura vai financiar bolsa de tradução para 264 obras de autores brasileiros em 2012. Esse e outros investimentos e a nova estrutura da Fundação Biblioteca Nacional, que passa a gerir todos os projetos públicos de livro e leitura, serão apresentados na segunda pela ministra Ana de Hollanda e antecipados na íntegra pelo Estado amanhã. Outro exemplo: foi divulgado esta semana que a Intrínseca comprou a trilogia Fifity Shades por cerca de US$ 500 mil (R$ 935 mil), o bastante para custear 50% do projeto Caravana de Escritores e seus 546 encontros este ano. Resta saber o que daria para fazer com o dinheiro gasto na compra dos direitos do primeiro livro adulto de J.K. Rowling - até agora, o leilão mais concorrido do ano.

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