Quanta ladeira não livra ninguém

Reunindo músicos e compositores famosos de Pernambuco - como Lula Queiroga, Braulio Tavares, Silvério Pessoa, Zé da Flauta, DJ Dolores, Vitor Araújo -, o bloco Quanta Ladeira não livra a cara de ninguém. É um bando de doidos fazendo paródias impagáveis de canções de sucessos, baseadas em temas populares recentes e/ou recorrentes - como os conflitos no mundo árabe, a falta de banheiros e o festival de xixi nas ruas de Olinda no carnaval, o problema do lixo no Recife, os vícios de Amy Winehouse, os crescentes assaltos a caixas eletrônicos com explosivos em cidades do interior e os assaltos de famílias (quadrilhas) de políticos.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2011 | 00h00

Além de cantar temas já clássicos de seu repertório de impropérios, eles vitimaram este ano o jogador Ronaldo com Fura Gay e Fura Gol (sobre Should I Stay or Should I Go, do Clash) e até Daniela Mercury, que deu cano no desfile do Galo da Madrugada no sábado. Sobrou também para o ator Thiago Lacerda, que se matava de rir na plateia, e a cantora Fafá de Belém, que se matava de rir no palco, e entrou de cabeça e peitos na brincadeira junto com Chico César, o outro convidado. "Fafá eu quero/Fafá eu quero/ Fafá eu quero mamar", dizia a paródia. Imagine o resto, pensando nas rimas de Mamãe Eu Quero. A apresentação do Quanta Ladeira é fixa no Rec Beat, na tarde de domingo, e atrai uma multidão que aprende rápido as letras e repete em coro suas enxurradas de palavrões.

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