Quando o mínimo vira máximo

É possível que, diante da invenção de Santos Dumont: Pré-Cineasta?, alguns espectadores formulem a questão que outros já fizeram no fim da sessão de Os Cavalos de Goethe, de Arthur Omar, no domingo. Mas isso é documentário? Num certo sentido, o filme de Carlos Adriano até se aproxima mais do formato tradicional, pois traz entrevistas, uma novidade em seu cinema.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2011 | 00h00

Mas é o Carlos Adriano minimalista e exigente de sempre. Isso o aproxima um pouco de Arthur Omar, por mais diferentes que sejam. Os Cavalos terá nova exibição no É Tudo Verdade no fim de semana. Não são apenas filmes experimentais, no sentido de investigação da linguagem. Ambos propõem experiências radicais, estabelecidas a partir de pressupostos teóricos.

Adriano nunca precisou mais do que de fragmentos de imagem - os 11 fotogramas de Remanescências - para tecer poemas audiovisuais. Há um clipe em Pré-Cineasta? que é coisa de gênio. Os Cavalos também parte do minimal - um vídeo de poucos minutos sobre o jogo buskashi. O mínimo vira máximo. Assistimos, realmente, à reinvenção do cinema.

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