Quando a pandemia virar filme

Trago aqui pequenas sinopses de filmes que um dia ainda estarão em cartaz

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2020 | 03h00

Um dia, a pandemia da covid-19 vai virar filme. Quando isso acontecer, provavelmente (oxalá), o pior já vai ter passado. Daí, então, vamos poder relaxar, comprar uma pipoca e curtir uma ficção sobre a nossa dura realidade.

Pensando no futuro do entretenimento, trago aqui pequenas sinopses de filmes que um dia ainda estarão em cartaz:

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Almoço nu

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Minha Mãe É uma Peça 6 

Direção, roteiro e estrela: Paulo Gustavo

Para vencer o tédio da quarentena, Dona Hermínia começa a fazer aulas de zumba pelo Zoom. A dedicação da personagem de Paulo Gustavo pela dança muda a rotina da casa. Um dia, Hermínia é convidada pelo professor de Zumba a participar de uma live exclusiva – só para membros de um clube de swing de Niterói. A partir daí, a mamãe mais amada do Brasil se mete em mil confusões e aventuras. 

 

Hidroxicloroquina 

Direção: Kleber Mendonça Filho 

Cidadezinha no sertão do Ceará não tem nenhum caso de coronavírus. O fato chama a atenção do governo americano, que envia para o vilarejo uma equipe de cientistas inescrupulosos. Os gringos transformam os moradores em cobaias para os testes mais cruéis. O jogo vira quando a personagem da Sônia Braga recebe a visita de um descendente de Lampião. Os americanos vão viver os seus piores pesadelos ao som de Zé Ramalho.  

 

O Isolado 

Direção: Woody Allen

Edy (interpretado pelo próprio Woody Allen) não se adapta às sessões de terapia online. Em grave crise existencial, decide sair de casa e bater na porta de seu terapeuta. No caminho, sente-se sufocado pela máscara e começa a ter alucinações com a mãe judia (que pede para ele nunca mais sair de casa). A vida dele é salva por uma enfermeira, 40 anos mais jovem do que ele. Ao abrir os olhos, Edy se apaixona pela adolescente de máscara. A relação dos dois é recheada de referências às obras de Dostoievski e Bergman. Ah, no final toca um jazz dos anos 20.  

 

Lockdown City  

Direção: Quentin Tarantino

Grupo de infectologistas mascarados inicia uma caçada implacável aos negacionistas, terraplanistas e a todos que desobedecem ao isolamento social. Nesse faroeste distópico, o biólogo Atila Iamarino é interpretado por Brad Pitt. Já a bióloga Natalia Pasternak é vivida pela atriz Marina Ruy Barbosa. Violência coreografada, fetiche por pés e trilha sonora bacaninha. 

 

O Messias 

Direção: Adam Sandler

O personagem interpretado pelo próprio Adam Sandler ganha um país latino-americano em uma mesa de pôquer. No início, ele parece conseguir comandar uma nação sem muito esforço, apenas contando piadas de tiozão e fazendo gestos de arminhas com a mão. O problema começa quando a pandemia da covid-19 atinge a população do seu país. Aí, a falta de habilidade do presidente Adam Sandler acaba colocando a vida de milhares de pessoas em risco. Comédia pastelão feita para chorar (muito).  

 

Fake News 

Direção: Martin Scorsese 

Máfia especializada em espalhar fake news entra em guerra. Robôs de Twitter ficam descontrolados. Irlandeses e italianos disputam o segredo de uma vacina contra a covid. Leonardo DiCaprio toma cloroquina e fica chapado o filme todo. 5h30 de duração. 

 

Tudo Sobre Minha Covid 

Direção: Pedro Almodóvar

Depois de passar 6 meses isolado da própria família por conta da covid-19, o advogado Juan Marin reaparece como a cantora de cabaré Rebecca Castanheira. A troca de sexo e profissão afeta a vida de todos ao seu redor. Filme mostra como a pandemia fez muita gente repensar a própria existência e sexualidade.  

 

Tédio e Sexo 

Direção: Lars von Trier 

Casal entediado na quarentena começa a se agredir fisicamente. De um jeito estranho, encontram prazer na dor. A dupla vai se automutilar durante a primeira hora do filme. Depois, tem meia horinha de silêncios constrangedores. No final, eles se lembram que esqueceram o filho no berço. A covid acaba com a humanidade na última cena. Premiado e vaiado no Festival virtual de Cannes. 

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