Qual o futuro do punk?

Com o fim da ditadura e um menor índice de desemprego, qual o futuro do movimento punk no Brasil?

, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2010 | 00h00

Depois de mais de 30 anos, estamos protestando contra as mesmas coisas. O mundo está cada vez mais militarizado, fanáticos ameaçando com arsenais nucleares, atentados terroristas, crise entre países, a polícia agindo como esquadrões da morte. Ou seja, nada mudou.

O que a cultura punk produziu de mais belo?

A possibilidade do "faça você mesmo", quando jovens descontentes resolveram criar um estilo que levaria o rock às últimas consequências. Fazendo nós mesmos, tudo é permitido.

Quais músicas você ouvia em casa quando criança?

Puxa, faz tanto tempo. Eu ouvia muito rádio e via programas de auditório na TV. O que rolava era música pop, R&B, soul, funk, Elton John, Steve Wonder, James Brown, Jackson Five, B.J. Thomas, Tina Turner, Barbra Streisand. De rock tinha Elvis, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Gene Vincent, Eddie Cochran, Beatles, Stones, Kinks, Who. Gostava também de ouvir muito samba de Martinho da Vila, Originais do Samba, Luiz Ayrão. Bons tempos aqueles.

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