Quadros de Degas, Van Gogh e Monet são roubados em Zurique

Quatro pinturas foram furtadas por homens armados do museu Buehrle, avaliadas em R$ 280 milhões

Agências Internacionais,

11 Fevereiro 2008 | 08h04

Homens armados roubaram quatro pinturas avaliadas em US$ 163,2 milhões (cerca de R$  280 milhões) do museu Buehrle de Zurique, na tarde de domingo, 10, informou a polícia nesta segunda-feira, 11. Entre os quadros furtados estão obras de Paul Cézanne, Edgar Degas, Vincent Van Gogh e Claude Monet.   Veja também:    Os principais roubos de obras de arte realizados nos últimos anos    A polícia informou que gangue rendeu um guarda de segurança antes de levar os quadros, no que está sendo considerado como um dos maiores roubos de obras de arte dos últimos 20 anos. Para o porta-voz da polícia, Marco cortese, o roubo das telas é um dos maiores já ocorrido na Europa. Ele comparou o roubo ao de 2004, quando ladrões levaram O Grito e Madonna de Edvard Munch de um museu da Noruega.   Os quadros roubados no domingo à noite da famosa coleção Emil Buehrle, que contém algumas das obras mais importantes do impressionismo, eram: Campo de Papoulas perto de Vétheuil (1879), de Claude Monet, Conde Lepic e suas Filhas (1871), de Edgar Degas, Branches de Marronier en Fleur (ramos de castanheiras em flor (1890), de Vincent Van Gogh, e Rapaz de Colete Vermelho (1888), de Paul Cézanne.   Os ladrões levaram os quadros em uma van branca que aguardava do lado de fora.    Esse é o segundo roubo de obras de arte na Suíça em menos de uma semana. Na quinta-feira, 7, dois quadros de Pablo Picasso foram roubados de uma exposição no centro cultural da cidade suíça de Pfäffikon. As obras roubadas são as pinturas a óleo Tête de Cheval (1962) e Verre et Pichet (1944), que tinham sido emprestadas para a exposição pelo Museu Sprengel de Hannover, na Alemanha.   Dois seguranças constataram imediatamente que os quadros de Picasso, avaliados em milhões de euros, não estavam em seus lugares. E esta não foi a primeira vez que obras do artista espanhol foram roubadas na Suíça. Desde 1980, vários crimes deste tipo foram cometidos, particularmente na galeria de arte Bollag, em Zurique.   O centro cultural de Pfäffikon reabriu suas portas neste fim de semana com medidas de segurança reforçadas, a pedido do Museu Sprengel de Hannover (Alemanha), proprietário dos quadros roubados de Picasso.   O seguro estabelece uma recompensa para quem der informações sobre os autores ou a localização das pinturas roubadas, que foram incorporadas a um registro virtual de obras de arte perdidas chamada "Art Loss", onde os marchands são alertados sobre peças furtadas.   O roubo mais espetacular ocorreu em 1994, quando um suíço e quatro italianos, condenados mais tarde a penas de quatro a cinco anos de prisão, levaram sete quadros, recuperados posteriormente pelo galerista Max Bollag graças a um intermediário.     Masp   Em 20 dezembro de 2007, o Museu de Arte de São Paulo  (Masp) foi roubado por três pessoas, que levaram as telas O Lavrador de Café (1939), de Portinari, e O Retrato de Suzanne Bloch (1904), de Picasso. O museu ficou fechado por 21 dias. As telas foram encontradas pela polícia 19 dias após o furto e devolvidas ao museu em 9 de janeiro.   (Texto atualizado às 12h47)

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