Público parisiense revê produção brasileira

Para sua abertura, o 12º Festival do Cinema Brasileiro de Paris não poderia ter feito uma escolha mais festiva. Na quarta, dia 5, o documentário Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, levantou o público do Nouveau Latina, simpático cinema do Marais. Até dia 18, o evento realizado por Kátia Adler segue exibindo 29 títulos que mapeiam a produção brasileira do ano.

Luiz Carlos Merten / PARIS, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2010 | 00h00

A imprensa diária francesa celebra o festival. A prestigiada revista Cahiers Du Cinema, estrategicamente, dedica na sua edição de abril, ainda nas bancas - a de maio é lançada durante o Festival de Cannes -, uma página inteira ao cinema brasileiro mais alternativo, premiado no Festival de Tiradentes, no Brasil, em janeiro. É uma forma de deixar claro que aquilo que o público parisiense está vendo é só uma fatia, não representa o total da produção nacional.

Da mostra competitiva participam filmes como Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karin Ainouz e Marcelo Gomes, que estreou em São Paulo na semana passada; e Olhos Azuis, de José Joffily, que estreia dia 28. Fora de concurso passam, entre outros, Antes Que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo, e Estômago, de Marcos Jorge, com estreia já anunciada no circuito de arte/ensaio da França. O filme que será exibido na noite de premiação é O Contador de Histórias, de Luiz Villaça. O de encerramento, outro documentário - Filhos de João Gilberto, o Incrível Mundo dos Novos Baianos, de Henrique Dantas.

A menina dos olhos da programação deste ano é a mostra Chico no Cinema, formada não apenas por filmes baseados em livros de Chico Buarque de Hollanda (Benjamim e Budapeste), mas também por outros, para os quais ele contribuiu com suas músicas (A Ostra e o Vento, Ópera do Malandro e Dona Flor e Seus Dois Maridos). O festival não atrai apenas brasileiros na França. Os franceses também fazem fila para conhecer a nova face do cinema no Brasil. No domingo, o tema da imigração, no filme de Joffily, calou fundo na audiência. Formaram-se grupos para comentar o filme, na saída da sessão.

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