DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Público e artistas fazem ato em apoio à nova exposição do Masp

'História da Sexualidade' mobilizou as redes após polêmicas recentes no Museu de Arte Moderna e na mostra 'Queermuseu'; o artista chinês Weiwei participou do protesto, que foi pacífico

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 21h20

A fila que fez caracol na entrada do Museu de Arte de São Paulo (Masp) era composta de artistas e do público em geral para a abertura da exposição A História da Sexualidade, nesta quinta, 19.

Com faixas e vestindo camisetas laranja com a hashtag #343Artes, artistas como a cenógrafa Daniela Thomas confirmaram o apoio à mostra. "Temos que marcar território, pois circulam por aí ideias que podem destruir o Brasil em termos sociais. A arte é uma forma de investigação do que somos e dos limites dos nossos sonhos", contou a criadora da cenografia do espetáculo A Tragédia Latino-Americana e do filme Vazante.

O artista chinês Ai Weiwei, que está em São Paulo por causa da Mostra, postou no Instagram sua foto na manifestação, segurando a placa ‘Censura Nunca Mais’.

A Polícia Militar estava com viaturas e agentes em diversos trechos da Avenida Paulista. Por volta das 20h chegou a fechar o trecho sentido Consolação. 

Do outro lado do Masp, em frente ao Parque Trianon, um grupo com cerca de 50 pessoas do coletivo Mães e Família em Defesa pela Educação Pública se reuniu para protestar contra o granulado nutricional proposto pelo prefeito João Dória. "Somos contra esse sucateamento da educação e essa ração humana foi a gota d'agua", contou Shirlley Lopes. O grupo agendou um protesto no próximo sábado e pretende ir até a residência do prefeito.


'Histórias da Sexualidade'. É a primeira vez que o Museu de Arte de São Paulo (Masp), desde que foi fundado, em 1947, veta uma exposição para menores de 18 anos. A partir desta sexta-feira, dia 20, quando for inaugurada a exposição Histórias da Sexualidade, só maiores poderão ver as 400 obras reunidas pelos quatro curadores que respondem pela mostra sob supervisão do diretor artístico do museu, Adriano Pedrosa. A decisão foi tomada com base na orientação do departamento jurídico da instituição – segundo Pedrosa, nem tanto para evitar o transtorno pelo qual passaram o Santander Cultural de Porto Alegre e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas “para seguir a legislação vigente”.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.