'Próxima história? Gangues de futebol'

Você filma o uso de drogas sem moralismos. E o sexo?

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2012 | 03h05

Também. Este é um filme sinestésico, que trata de experimentações e explora os sentidos por meio da imagem e do som. Então, para que tudo fosse natural, as cenas de sexo são quase reais. O cinema tem se mantido muito pudico. Há sempre uma opção de corte meio moralista. Já em Paraísos, as cenas são ousadas e naturais ao mesmo tempo.

Tropa de Elite trata, ainda que não diretamente, do tema das drogas. Paraísos filma o outro lado do consumo?

Sim e não. Esse é um filme sério para jovens. Como tenho um filho adolescente, o tema me preocupava. O longa é minha forma de dizer: faça com responsabilidade, sem fazer sociologia da droga. O consumo de drogas sintéticas tem aumentado e não há estudos conclusivos sobre seus danos.

E os próximos planos?

Negamos, mas queremos fazer Tropa de Elite 3, tanto que incluímos no Tropa 2 pontos que continuariam no terceiro. Desta vez, entraria o Judiciário.

Enquanto isso, Padilha e você filmam outras ficções?

Sim. Padilha vai dirigir um longa sobre a lendária invasão do Morro do Alemão e eu, um projeto sobre a briga de torcidas, o Nó na Garganta. O roteiro, do Felipe Bragança, não toma partido, pois trata da briga entre torcedores de um mesmo time, o Flamengo. Queremos investir em filmes com retorno de público para investidores que vão colocar dinheiro bom. / F.G.

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