Proteção policial poderia ter salvado Diana, diz comissário

O ex-chefe de polícia da Grã-Bretanhadisse na quinta-feira que a princesa Diana ainda estaria vivase tivesse permitido que sua proteção policial fossereinstaurada. No inquérito que apura as causas da morte de Diana, oex-comissário da Polícia Metropolitana Paul Condon declarou quetentou repetidas vezes e fazê-la mudar de idéia. Tudo em vão. Diana e seu namorado Dodi al Fayed morreram em agosto de1997, com o motorista Henri Paul, quando sua limusine bateu numtúnel viário em Paris, enquanto era perseguido por paparazzi. "Estou absolutamente convencido de que se, como era deminha vontade, ela tivesse tido proteção policial em Paris,essas três vidas não teriam sido tragicamente perdidas", disseCondon no tribunal. Num encontro com a polícia em outubro de 1994, Dianaperguntou se seu carro tinha sido equipado com um rastreador, eseu telefone, grampeado. Os investigadores lhe garantiram que suas conversas nãoeram grampeadas, mas Condon disse: "Infelizmente, ficou claroque ela se convenceu de que, se a polícia estava do lado dealguém, não estava do lado dela". Ao depor no tribunal na quarta-feira, Condon reconheceu quea polícia teve uma relação "tensa e difícil" com Diana durantesua separação do príncipe herdeiro Charles. Ele disse que, após a morte de Diana, não trouxe à tona umacarta secreta do advogado de Diana sobre os temores desta deser morta num atentado, por receio de chocar os filhos dela. O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, alega que seu filho eDiana foram mortos pelos serviços de segurança britânicos amando do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth. A razão seria que a família real supostamente não queriaque a mãe do futuro rei tivesse um filho de Dodi. Al Fayedalega que o corpo de Diana foi embalsamado para acobertar suasuposta gravidez. Condon rejeitou as acusações de acobertamento, dizendo quea morte de Diana "não envolveu de maneira nenhuma umaconspiração envolvendo membros da família real, os serviços desegurança ou quaisquer outras pessoas". Na quinta-feira o advogado de Mohamed al Fayed, MichaelMansfield, acusou Condon diretamente de acobertar os fatos,suscitando um desmentido furioso por parte do ex-comissário depolícia. "Esta é a alegação mais grave que se poderia fazer contraalguém em meu cargo, e eu a desminto categoricamente. É umamentira deslavada", disse Condon. "Embora eu respeite seu direito de fazê-la, considero asugestão totalmente ofensiva e repugnante. Isso significariaque eu sou assassino, ou, essencialmente, que fiz parte de umaconspiração para assassinar." "Isso é absolutamente falso, e considero a sugestãorevoltante."

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