Projeto transforma zona leste de SP em pólo cultural

Uma mudança expressiva vai ocorrerno Sesc Belenzinho, na zona leste de São Paulo, tão logo terminea exposição Arte/Cidade, no dia 30 de abril: o públicocontinuará a desfrutar das atrações da unidade, mas em um espaçoligeiramente reduzido, pois, nesta época, começará um processode reestruturação que vai transformar o Belenzinho no novo pólocultural não apenas da cidade, mas da América Latina.Para isso, a Torre Leste - construção de cinco andaresda antiga fábrica de tecidos Moinho Santista, erguida em 1934 eabandonada há cerca de 20 anos - está passando por uma grandereforma e vai abrigar, entre outras novidades, quatro teatros."Serão mais de 50 mil metros quadrados de área construída",comenta Erivelto Busto Garcia, gerente de Estudos eDesenvolvimento do Sesc.O fio condutor do projeto é abrir espaço para aintegração de atividades físicas e culturais, como ocorre hojeno Sesc Pompéia. Assim, entre a Torre Leste e a Oeste, que vaiabrigar toda a administração que hoje está em um prédio naAvenida Paulista e que logo será transformado em um centrocultural, vai ser construído um enorme galpão que, além de umginásio coberto, contará com três espaços livres, chamados demódulos. "Ali será o local reservado para grandes exposições,que poderão ser organizadas de diferentes maneiras, uma vez quea área estará livre", conta o arquiteto Ricardo Chahin, cujoprojeto foi o escolhido entre os apresentados ao Sesc. O motivofoi o equilíbrio entre os espaços de convivência e os deatividade cultural.Além das quadras poliesportivas, uma praça central paraeventos, um parque infantil e um grande parque aquático, odestaque será a ocupação da Torre Leste, onde vai se concentrartoda a programação cultural da unidade. A área central vai serocupada por uma piscina que será coberta por um piso de vidro.Assim, além de facilitar a entrada de luz natural (haverá um vãoentre a cobertura e o teto da torre), as atividades aquáticaspoderão ser observadas pelos demais freqüentadores. "Também afachada, neste área, será uma imensa parede de vidro", contaChahin.Os pavimentos seguintes serão ocupados para salas paraexposições menores, biblioteca, videoteca e, no último piso, assalas de espetáculos. "Um dos teatros será tradicional, ou seja, com palco italiano, 450 lugares, fosso para orquestra e demaisdependências como camarins", explica Garcia. O segundo espaço,chamado Café Concerto, será dedicado a espetáculos de música edança, com um bar conjugado. "Algo semelhante à choperia doSesc Pompéia", comenta Chahin.As outras duas salas terão apenas os camarins montados.O restante do espaço estará liberado para montagens alternativas, que precisam ocupar a área de forma original. "Queremos maisespetáculos como os que já ocorrem no Belenzinho, como Medéia,do Antunes Filho", afirma Garcia. A previsão de conclusão daobra é 2005.

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