Projeto sobre o consumismo

Ao longo dos 18 anos de existência, a Sutil Companhia de Teatro já realizou mais de 30 espetáculos. "E tenho outros 30 projetos em andamento", comenta um sorridente Felipe Hirsch. Na verdade, não se trata de exagero - a busca por experimentar o novo, principalmente aquele que ainda cause estranheza, norteia o trabalho do grupo.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2011 | 00h00

Assim, enquanto trabalha na volta de alguns espetáculos (como os que estarão agora em cartaz no Sesc Belenzinho e também o famoso monólogo Viver sem Tempos Mortos, com Fernanda Montenegro, que reestreia dia 8 de outubro, no Teatro Raul Cortez), Hirsch mantém a mente efervescente.

Um de seus desejos é retomar o assunto presente em Pterodátilos, em cartaz no Teatro Faap: o consumismo. A partir do livro de estreia do escritor francês Georges Perec, As Coisas (1965), que trata justamente desse tema, ele pretende contar a história de dois jovens que, depois de casados, começam a acumular bens como garantia de sobrevivência e ascensão social. "Ainda estou com dúvidas sobre como conduzir o texto pois, por enquanto, está muito mal-humorado - e os jovens sempre têm tempo de se redimir."

Hirsch pode trabalhar também em um texto de Nelson Rodrigues, cujo centenário de nascimento será comemorado no próximo ano. "Gosto muito de Beijo no Asfalto, cujo tema ainda é muito atual." Já no cinema, deverá cuidar da adaptação da obra Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho, a partir de 2014.

Guilherme Weber também se prepara: em setembro, ele estreia como diretor no espetáculo Os Altruístas, de Nicky Silver. "O texto é cruel", avalia. "É como se a turma de Charlie Brown tivesse crescido e se transformado nas piores pessoas possíveis." A peça, que terá Mariana Ximenes, estreia no Teatro Augusta.

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