Programa "Roda Viva" comemora 18 anos

A fórmula parece fácil: convidar um profissional do mais alto gabarito para ser o entrevistado e especialistas na área para serem os entrevistadores. A aparente simplicidade do Roda Viva, da TV Cultura, no entanto, continua única há 18 anos. Para comemorar os cerca de 900 programas, alguns deles temáticos ? sem convidado ao centro ?, e o sucesso e respeito conseguidos e mantidos em quase duas décadas, a TV Cultura recebe hoje em seus estúdios personalidades de política, economia, esporte e cultura. O Jornal da Cultura transmitirá flashes da festa a partir das 21 horas. Às 22h30, o Especial Roda Viva traz na bancada os 14 apresentadores que passaram pelo comando da atração. Com direito a cenário novo, assinado por Marcos Weinstock, o mesmo desenhista que fez a primeira edição do programa, transmitida em 27 de setembro de 1986, e trilha sonora inédita do maestro John Neschling. O empresário Antônio Ermírio de Moraes e os políticos Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Genoíno são algumas das presenças confirmadas para a comemoração e fazem comentários sobre a atração ao vivo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci, José Dirceu, Hebe Camargo, d. Paulo Evaristo Arns e Jô Soares gravaram depoimentos para a ocasião. Apesar de ter em seu currículo nomes tarimbados como Rodolpho Gamberini, Augusto Nunes, Matinas Suzuki, Heródoto Barbeiro e Roseli Tardelli, o Roda Viva sempre ficou marcado por ser um espaço neutro, de discussão, onde a figura do mediador é quase nula. Para Marco Antônio Coelho, diretor de Jornalismo da emissora, esse é um dos motivos do sucesso da atração. "O Roda Viva é um dos poucos programas que o próprio programa é mais importante que o apresentador".Há seis anos o programa está nas mãos do jornalista Paulo Markun, que costuma comparar seu trabalho ao de um tenista. "Tenho de ficar no fundo da quadra, passando a bola, mas preparado para subir à rede", afirma. Para Markun, não adianta o mediador querer expor seu ponto de vista porque não é essa a sua função. "O que eu faço é tentar fazer as perguntas que o telespectador faria e esclarecer, esmiuçar o assunto", diz. Quando a conversa fica morna, parecendo papo de comadre, Markun também se encarrega de fazer o papel do advogado do diabo. Mais informações sobre os 18 anos de Roda Viva no www.tvcultura.com.br/rodaviva

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