Profundo amor

Nova novela das 6 da Globo terá triângulo amoroso em meio a cenas de aventura

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2013 | 02h07

Ao ver as inúmeras cenas de ação, o espectador poderá até pensar que a Sessão da Tarde mudou de horário. Flor do Caribe, próxima novelas das 6 da Globo, prevista para estrear em março, terá sequências em caças da Força Aérea, corrida de buggy em dunas da praia 'com emoção' e desabamento em minas de extração de minerais, todas gravadas em locações para dar mais veracidade ao texto de Walther Negrão.

"É uma história de amor com aventura. Era fundamental que os cenários fossem verdadeiros. O desafio é fazer uma novela com tom de realidade", avalia o diretor Jayme Monjardim, que comandou cenas rodadas a 200 metros de profundidade em uma mina de tungstênio em Currais Novos (RN). "Jamais conseguiria reproduzir em estúdio."

A trama gira em torno de Cassiano (Henri Castelli), um piloto da cidade fictícia de Vila dos Ventos, que pretende se casar com Ester (Grazi Massafera), amiga na infância. Ele, porém, tem o sonho interrompido por Alberto (Igor Rickli), presidente de uma empresa de mineração.

O milionário arma uma cilada para que Cassiano entregue uma suposta carga de diamantes em um país do Caribe, que não é identificado. "Ele leva pedras falsas e é mantido como refém trabalhando para o Dom Rafael (César Troncoso, protagonista de O Banheiro do Papa)", conta Henri Castelli. Após virar piloto do contrabandista, o mocinho começa a dar expediente em uma mina, de onde leva sete anos para fugir e voltar ao Brasil.

Nas gravações abaixo da superfície, durante sete dias, havia 120 profissionais envolvidos. "É uma estratégia complicada. Todos tinham de usar máscaras lá embaixo. Metade do dia foi só para descer o equipamento. Naquela semana, não fizeram nenhuma explosão, pois a mina estava à nossa disposição. Era complicado e eu não sou mais um menino, já vou fazer 57", diverte-se Monjardim, que este ano deve lançar o filme O Tempo e o Vento.

"O difícil era o acesso, uns 200 degraus por dia. A gente só saía para almoçar. Quando ia embora já estava escuro. Mas, como já trabalhei como vendedor em shopping, não ligo", relembra Castelli. Cassiano, seu personagem, conseguirá sair da mina depois de cavar um túnel. Para isso, o ator teve de usar a força de verdade e passou por uma simulação de desabamento. "Você acaba se arranhando", confessa.

Segundo o ator, apesar do trabalho hercúleo e da passagem de tempo, ele não passará por caracterização para parecer envelhecido. Castelli diz ainda que Cassiano tampouco terá sede de vingança ao descobrir que Alberto se casou e teve filhos com Ester. "Ele não volta com mágoas, só quer refazer a vida."

A mocinha, porém, ficará abalada. Em uma incursão ao tal país do Caribe, cujas cenas aconteceram na Guatemala, no mês passado, ela recebe a notícia de que o amado está morto. "Ela fica em uma melancolia, uma tensão", analisa Grazi Massafera, que também gravou na mina. "Estar lá me remeteu a algumas tragédias, dá um frissonzinho."

Na primeira fase da novela, Ester ganha a vida como guia turística. A atriz fez questão de testar como era a profissão em suas férias, em Fernando de Noronha, no fim de 2012. "Eu dava carona para os turistas e chamei uma guia para entrar no clima", explica a paranaense, que aproveitou o descanso para calibrar o bronzeado e ficar com cara de potiguar que vive sob o sol. Na semana passada, durante uma folga, ela foi encontrar o marido, Cauã Reymond, no Havaí para tentar ficar mais queimada, porém, se deu mal. "Só peguei chuva, mas estou com ajuda de uns cremes que dão um bronzeado."

Grazi estava sem trabalhar havia quase um ano, pois deu à luz Sofia, de oito messes. "Aquela culpa de deixar a criança em casa acompanha. Na infância, foi importante ver quanto a minha mãe trabalhava, aquilo formou meu caráter. Acho importante a Sofia ter essa referência desde cedo. É o que penso para aliviar um pouco", defende ela, que afirma ter mudado com a maternidade. "Vem uma maturidade. Enxergo o mundo de uma maneira diferente."

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