Rodrigo Vidal/Divulgação
Rodrigo Vidal/Divulgação

Produtores do Rio acusam Ticketronic de roubo

Site e call center da empresa saem do ar

Roberta Pennafort , O Estado de S. Paulo

12 de dezembro de 2011 | 22h00

A empresa de venda de ingressos Ticketronic está sendo acusada de roubo pelos produtores cariocas Adriana Dutra, Rodrigo Penna e Alexandre Lino. O repasse do dinheiro de toda a bilheteria dos shows do evento Verão do Rio 2011, de festas Bailinho e de parte da temporada da peça Chopin & Sand não foi efetuado, e, segundo eles, os responsáveis pela empresa desapareceram sem deixar rastro.

O site da Ticketronic está fora do ar e o telefone disponibilizado para compras, também. O Estado tentou contato de sexta-feira até ontem, e nada. O que se especula no mercado é que a empresa - pioneira na venda de ingresso pela internet e forte, especialmente, na área teatral -, tenha se descapitalizado, e dependa da injeção de investimentos para se reestruturar e pagar as dívidas. Um dos motivos seria o acirramento da concorrência.

Os eventos foram no primeiro trimestre. Os produtores insistiram por meses e agora tentam na Justiça reaver o dinheiro do calote. Adriana perdeu a renda dos shows dos Paralamas, Gilberto Gil, Ana Carolina, Mart’nália, Lenine e Diogo Nogueira. Realizado na Marina da Glória, o Verão do Rio incluía exibição de filmes e festa com DJ.

Os ingressos custavam R$ 70 (com direto a meia-entrada para estudantes) e tudo o que foi arrecado ficou com a Ticketronic. A produtora preferiu não dar entrevista, para não atrapalhar a questão judicial, nem revelar a dimensão do rombo.

Rodrigo Penna tampouco quis revelar o valor, mas pelo preço das entradas (R$ 100 a inteira, sendo estudantes a grande maioria dos pagantes) e o número de frequentadores (cerca de 10 mil), é possível ter uma ideia do prejuízo. Entre 70% e 80% dos ingressos foram adquiridos no site e nos pontos de venda da Ticketronic.

"Eu sou um micro, microempresário, e o verão é a alta temporada do Bailinho. Levaram um dinheiro que não era deles, e o nome disso é roubo", disse Penna, que precisou usar dinheiro próprio para quitar pagamentos que seriam custeados pela bilheteria. "Tentamos contato por meses. No início, os funcionários atendiam e diziam que estavam sem receber salário, mas que ia melhorar no mês seguinte."

Alexandre Lino deixou de receber o valor arrecadado com a temporada popular de Chopin & Sand, de oito semanas, no Centro Cultural Correios - cerca de R$ 3 mil. "Eles pararam de responder a e-mail e telefonema. Mandamos intimação e não conseguiramachá-los. Sei que não é um valor alto, mas é um absurdo trabalhar e tomar esse prejuízo."

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