Produtora de Santos participa de obra indicada ao Oscar

O Brasil terá uma participação na entrega do Oscar no domingo. E será com um filme considerado azarão - a animação irlandesa "O Segredo de Kells" disputa a estatueta com pesos pesados como "Up - Altas Aventuras" e "A Princesa e o Sapo". "Não acreditávamos nem na indicação, mas, como ela veio, não é improvável uma vitória", diz Marcelo de Moura, diretor brasileiro que é dono da LightStar, produtora com sede em Santos que colaborou na produção de Kells. "Do total de 75 minutos, que é a duração do longa, nós realizamos os desenhos equivalentes a 40 minutos."

AE, Agencia Estado

05 de março de 2010 | 09h25

Produzido na forma tradicional, ou seja, à mão, o desenho conta a aventura do menino Brendon, de 12 anos, encarregado de escrever o mais fantástico dos livros. Como uma boa aventura, a história percorre uma floresta encantada habitada por uma serpente diabólica. "O grande interesse está no apelo universal da trama e, principalmente, no visual da animação, que não é convencional, computadorizado, mas artístico", acredita Moura.

O trabalho no Brasil começou em 2006 e durou quase dois anos. Para ser viabilizado, "O Segredo de Kells" foi produzido ainda na Bélgica (onde os desenhos brasileiros foram pintados) e na França (onde se fizeram os cenários e a composição final). "Tal distribuição barateia o custo final", conta Moura, lembrando que o filme custou cerca de US$ 8 milhões, uma bagatela diante dos US$ 150 milhões de Up. Kells estreia amanhã nos Estados Unidos e ainda não tem data no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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