Problemas e planos para a TV Cultura

Uma das metas para uma possível nova gestão, segundo Cunha Lima, é sedimentar o funcionamento da Rede Pública de Televisão. Atualmente, a rede conta com a TV Cultura como cabeça de rede e 21 emissoras coligadas, mas sofreu duro golpe nos últimos dias com o anúncio da TV Educativa do Rio, que pretende desligar-se do pool. Cunha Lima diz que convidou o presidente da TV Educativa, Fernando Barbosa Lima, para um debate na emissora e que ainda tem esperanças de manter a rede.Outra meta diz respeito ao conceito de TV pública. "A TV aberta popularizou sua programação, baixou a qualidade e nos tirou audiência", disse. Segundo ele, a idéia de TV pública que defende é "uma emissora com contribuição do mercado e do governo e com independência intelectual".A "contribuição do mercado" é a parte mais polêmica da era Cunha Lima na TV Cultura. Na primeira fase da implantação da publicidade institucional, a emissora chegou a ter suas contas recusadas pelo Tribunal de Contas do Estado, já que contratara sem licitação uma empresa para comercializar o espaço de inserções comerciais.Atualmente, a TV Cultura mantém-se com 80% de seus recursos oriundos do repasse de verbas do Estado. Os outros 20% vêm da publicidade e de serviços. "A nossa meta em um novo mandato seria chegar a 30% de arrecadação com publicidade e serviços", diz o presidente da emissora.A TV Cultura também se bate com dívidas pesadas. A maior delas é com a Embratel, para quem deve cerca de R$ 3 milhões. A emissora contesta o cálculo dos juros da dívida. A Embratel cortou duas vezes o sinal da Cultura, mas a emissora conseguiu vitórias importantes na Justiça, obrigando a estatal a religar o sinal. Os juízes entendem que a TV Cultura presta um serviço público.Mas a mais ambiciosa meta de Cunha Lima em um provável novo mandato é tecnológica. Ele pretende, em três anos, mudar o sistema de produção de analógico para digital. O próximo programa da emissora, Ilha Rá-Tim-Bum, já será uma produção digital.

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