Problemas de segurança prejudicaram últimos dias de Diana

Um guarda-costas que protegia aprincesa Diana e seu namorado Dodi al Fayed disse naterça-feira que os últimos dias de vida do casal foramprejudicados por uma sequência de problemas de segurança. Kieran Wingfield disse que seus pedidos por mais pessoal desegurança não foram ouvidos e queixou-se de que Dodi nãoinformava sua equipe de segurança sobre o que o casal planejavafazer a seguir. Wingfield e seu colega Trevor Rees trabalharam até 18 horaspor dia procurando proteger o casal em suas férias a bordo deum iate no sul da França e, depois, em Paris, onde Dodi e Dianamorreram ao lado do motorista Henri Paul num acidenteautomobilístico em agosto de 1997. "Dodi não nos dizia o que eles pretendiam fazer", disseWingfield no inquérito que apura as causas da morte de Diana eDodi. O ex-integrante dos Royal Marines disse que seriamnecessários no mínimo oito guarda-costas para dar segurança 24horas ao casal, mas que o pai de Dodi, Mohamed al Fayed,proprietário de uma loja de luxo, disse: "Quero que seja algodiscreto. Só vai durar dois ou três dias." Wingfield disse ao tribunal que acabou deixando a equipe desegurança de Al Fayed depois de recusar um pedido de Mohamed alFayed para que participasse de um programa que estava sendofeito sobre o desastre."Ele começou a gritar comigo", disse Wingfield. "Estava falandode modo incoerente boa parte do tempo, falando sobre o príncipePhilip, sobre o governo britânico e xingando muito." Mohamed al Fayed alega que Dodi e Diana foram mortos pelosserviços de segurança britânicos a mando do príncipe Philip,que, para ele, não queria que a mãe do futuro rei britânicotivesse um filho de seu filho. Explicando por que se demitiu, Wingfield disse: "Acreditoque, se tivesse permanecido na organização, teriam me pedidopara fazer coisas que promoveriam a teoria conspiratória. Porisso me demiti." "Eu não tinha dúvidas de que o que aconteceu foi umacidente trágico, de modo que me recusei a participar doprograma."

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