Príncipe Harry escapa de acusação por atirar em aves raras

O príncipe Harry, neto da rainhaElizabeth, não enfrentará acusações criminais por ter atiradoem duas aves de rapina raras em uma das propriedades rurais darainha, disseram promotores na terça-feira. Harry foi interrogado pela polícia durante a investigaçãosobre um incidente em que duas fêmeas de tartaranhão-azulado("Circus cyaneus"), uma espécie de gavião que é protegida,foram abatidas na propriedade Sandringham em Norfolk, leste daInglaterra, no mês passado. Um representante de seu pai, o príncipe herdeiro Charles,disse que Harry e um amigo dele estavam na área no momento dosdisparos, mas não tiveram participação no incidente. "Não foram encontrados os corpos das aves e não existemevidências balísticas ou forenses", disse a promotoria da coroaem comunicado à imprensa. De acordo com a Sociedade Real de Proteção das Aves, essaave é uma das aves de rapina mais perseguidas na Grã-Bretanhaporque ameaça o número de tetrazes disponíveis para seremcaçadas. A temporada de caça às tetrazes tradicionalmente começa emagosto e termina em dezembro. O príncipe Harry, 23 anos, é o terceiro na linha desucessão ao trono britânico e já se envolveu em váriaspolêmicas, tendo ganhado fama de rebelde por ter fumado maconhae bebido álcool quando era menor de idade. No ano passado ele se formou oficial do exército naacademia militar de elite Sandhurst.

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